Seguiu a carreira militar. Era um
bom esgrimista ,o que levou D. Carlos a chamá-lo para dar lições dessa arte ao
filho mais novo, mais tarde D. Manuel II, pelos motivos que todos sabem.
Já como tenente, em 1912, é
destacado para Angola no exercício das suas funções que exerce com
profissionalismo e dignidade.
Incorporado no Corpo
Expedicionário Português e já como capitão foi para França em 1917.
Regressa a Portugal por motivos de
doença e com Sidónio Pais no poder, este nomeia-o Governador Civil de Coimbra
desde Agosto de 1918 e Fevereiro de 1919.
Em Dezembro de 1930 é nomeado 1º
Comandante do Batalhão de Caçadores 5, funções que cessa em Dezembro de 1937,
altura em que passou à reserva.
Interrompe as funções que estava
exercendo entre Abril de 1933 e Outubro de 1934 para exercer as funções de
Ministro da Guerra, já major.
Alberto Oliveira pertencia à ala republicana militar-conservadora que não jogava bem com a ditadura salazarista a que tinham aderido outros militares com as mesmas características.
É por isso que as divergências
com Salazar são manifestas e mesmo expressas publicamente, o que originou o
pedido de demissão de Oliveira Salazar, acabando por Carmona reiterar-lhe a
confiança. Claro que Luís Alberto Oliveira. foi substituído por Passos e Sousa.
Trabalhou para a construção das
pontes da sua terra natal, já que as existentes eram provisórias e de madeira
maltratadas e destruídas várias vezes pelas cheias do Sorraia. Quando isso
acontecia, as pessoas e mercadorias eram transportadas em barcaças.
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Gen. Teófilo da Trindade |
Dois anos depois são inauguradas
as restantes. O acesso de Coruche ao sul, leste e nordeste do país ficou assim
bastante facilitado por acção deste coruchense que muito prezava a sua terra.
A construção das pontes teve,
naturalmente, influência no leito do rio devido a assoreamentos que não
existiam e a outros factos que fizeram surgir a Avenida marginal Luís de Camões
e o jardim.
Montagem de telefones,
canalizações de água ao domicílio e rede de esgotos parece que também tiveram a
sua mão e daí lhe ter sido erguido um busto sobre pedestal em frente da Câmara
Municipal, o que foi destruído no dia 18 de Março de 1975 por gente
que“viera de fora” (toda a gente sabe que não era de fora, era do concelho)
montada em camionetas e tractores, comandados por um alferes vindo de Vendas
Novas.(*)
Faleceu em 1956.
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Dicionário de História do Estado
Novo, Fernando Rosas e J.M. Brandão de Brito, Vol. II, pp. 686, 687.
História de Portugal, O Estado
Novo, 7 Vol.Dir. de José Matoso – Coord. de Fernando Rosas, p 166.