quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Manuel Lopes de Almeida


Nasceu na castiça vila de Benavente em 16 de Agosto de 1900, filho de Joaquim Cândido de Almeida e de Maria Justina de Almeida.

Licenciou-se em Ciências Históricas e Geográficas na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra em 1930, ingressando como professor auxiliar da mesma no ano seguinte, obteve o doutoramento na mesma em 1940, e dela foi Professor Catedrático,

Ainda como estudante universitário desempenhou as funções de leitor de Língua e literatura Portuguesa na Universidade de Hamburgo entre 1927 /1929.

Em 1945 assume o lugar de Director Geral da Biblioteca da Universidade de Coimbra, funções que vão até à jubilação em 1970.

Juntamente com o P. António Joaquim Dias Dinis e Idalino Ferreira da Costa Brochado fez parte da Comissão Nacional do V Centenário da morte do Infante D. Henrique, colaborando na feitura da Monumenta Henricina.

Fez parte do Instituto de Coimbra da Associação dos Arqueólogos Portugueses, do Instituto Histórico Geográfico de São Paulo, da Academia de Artes e Letras de Roma, da Academia Portuguesa de História e da Academia das Ciências de Lisboa.

A par da carreira académica desenvolveu a política.

Em 1934 é chefe de gabinete do Ministro da Educação, primeiro passo para chegar em 1937 a deputado da Assembleia Nacional sendo seu primeiro secretário. Em 1940 é nomeado Director-Geral do Ensino Superior de Belas Artes e logo a seguir Secretário de Estado da Educação Nacional, lugar em que se mantém até 1945.

Este traquejo político leva-o a titular da pasta da Educação Nacional entre 4 de Maio de 1961 e 4 de Dezembro de 1962.

A sua passagem pelo Ministério ficou marcada pela designada crise académica de 1962, onde pautou a sua posição por uma acção repressiva perante os estudantes, chegando mesmo a introduzir a polícia nas universidades e tendo encontrado crítica de alguns professores.

Foi condecorado com o grau de Oficial da Ordem Militar de Cristo (17.03.1938), de Comendador da Ordem do Cruzeiro do Sul, com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (19.07.1961), de Oficial da Ordem Militar de Santiago de Espada (19.08.1970) e outras.

Faleceu em Coimbra a 15 de Dezembro de 1980.

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Dicionário de História do estado Novo, Fernando Rosas e J.M. Brandão de Brito, Volume I, Bertrand Editora 1996 p.39.

Enciclopédia Verbo Século XXI.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

António Augusto Antunes


Nasceu em Santarém em 18 de Setembro de 1891 este escalabitano, engenheiro agrónomo que obteve o curso no Instituto Superior de Agronomia.

Quando era alferes miliciano foi condecorado pelo Presidente da República com a Ordem de Comendador da Classe de Mérito Agrícola (27 de Janeiro a 25 de Agosto de 1932).

Foi oficial de artilharia e esteve na 1ª Guerra Mundial, vindo a ser agraciado com
 as Medalhas da Vitória e da Campanha da Flandres e Fourragere.

Foi professor técnico da Escola de Agricultura de Santarém (1920), Chefe da delegação de Santarém da Bolsa Agrícola (1925), Chefe da Brigada Técnica do Ribatejo (1937 – 1944), Inspector Fitopedagógico da Repartição dos Serviços Fitopedagógicos (1937).

 
Vindima ao modo antigo.

Por outro lado, foi Director da Escola Viti-Vinícola do Centro Litoral (1932), nomeado
para a Comissão Internacional Permanente de viticultura e enologia (1932), Delegado Técnico do Ministro da Agricultura à Conferência Internacional do Vinho em Barcelona (1929), para a Comissão Permanente Internacional de Viticultura e Enologia  em 1932, Delegado Técnico do Ministério da Agricultura à Conferência Internacional do Vinho, em Paris, em 1932 , representante de Portugal no Congresso Internacional do Vinho em Bordéus, 1928 , no II Congresso Internacional do Vinho em Barcelona , em 1929 e no V Congresso Internacional da Vinha e do Vinho (1938).

Publicou numerosas obras sobre assuntos agrícolas, entre os quais “O que É  e o Que Devia Ser a Olivicultura e a Oleicultura  Estremenha (1923), ”Técnica Moderna dos Vinhos e Azeites” de colaboração com o engenheiro agrónomo Mário Matos (1926), “Notas sobre o Congresso da Vinha e do Vinho sobre o Super-Quatre em Portugal” (1930); “Em Defesa do Vinho”, premiado pelo Office Internacional du Vin; “O Comércio da marca do Vinho Estremadura (1933); “Curso Prático da Vinificação – Fabrico do Vinho” (1933); “Ribatejo Agrícola” (1934); “Ribatejo Vinícola” (1946) e”Notas sobre o Ribatejo e seu Calendário Agrícola”.

Produziu, igualmente, muitos artigos de ordem técnica que espalhou por vários periódicos, revistas e livros de que é exemplo “O Ribatejo Agrícola” publicado no Boletim da Junta Geral do Distrito de Santarém.

Faleceu na sua terra natal a 19 de Maio de 1960.
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Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Vol. 38, p. 439.

Arquivo Histórico da Presidência da República.

Boletim da Junta Geral do Distrito de Santarém, Ano III, nº 37 a 42, 1933.


domingo, 16 de fevereiro de 2014

Alves Redol



António Alves Redol nasceu em Vila Franca de Xira a 29 de Dezembro de 1911, vindo a falecer em Lisboa a 29 de Novembro de 1969. Era filho de António Redol da Cruz, um pequeno comerciante ribatejano e de Inocência Alves Redol.

Frequentou o Colégio Arriaga em Lisboa onde concluiu o Curso Comercial em 1927, seguindo depois para Angola, Luanda, no “Niassa” a 5 de Abril de 1928 no sentido de poder encontrar uma vida melhor, o que não veio a acontecer

Escreve aos 15 anos o seu primeiro artigo para a imprensa regional no caso na “Vida Ribatejana”, de Vila Franca de Xira.

Regressa a Portugal em 1930 onde exerce várias profissões, envolvendo-se também na oposição à política do “Estado Novo” que combate já sendo membro do Partido Comunista.

Colaborou, entretanto, com o jornal “O Diabo”.

Encontra na literatura a maneira de combater o regime salazarista com a sua escrita neo-realista de que se torna figura de referência tanto no romance como no teatro.

Considerado como o primeiro romancista desta nova tendência, encontrou larga aceitação, interessando-se pelo drama social do Ribatejo.

Em 1939 publica o primeiro romance, “Gaibéus”, cujo assunto se relaciona com os problemas sócio-económicos  vividos pelos ceifeiros.

Naturalmente começa a sofrer os ataques próprios da sua abordagem e situação com os quais não se importa minimamente. Esta postura, valeu-lhe o êxito junto do grande público que contrabalançou bem com o ataque violento da crítica que lhe apontava deficiências de escrita. Desde a limguagem simplória às tramas romanescas.

Redol quer antes de tudo que os seus livros sejam documentos humanos.

Alves Redol publica seguidamente “Marés” (1941), “Avieiros” (1943), “Fanga” (1944), “Porto Manso” (1946), “A Barca dos Sete Lemes” (1958), “Uma Fenda na Muralha” (1959), “Barranco dos Cegos” (1962), considerada a sua obra prima. “Glória, Estudo Etnográfico”, escrito em 1938 só foi publicado postumamente.

Todos estes trabalhos têm várias edições indo “Fanga” pelo menos na 9ª.

Para teatro escreveu “A Forja” (1948) e “O Destino Morreu de Repente” (1967) que foram. Naturalmente, objecto de censura para serem levadas a cena.

Possivelmente, a obra literária de Alves Redol marcará significativamente a literaturas dp século XX pela desigualdade formal do valor artístico e a grande capacidade de rigor da realidade social-

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Dicionário de História do Estado Novo, Fernando Rosas e J.M. Brandão de Brito, Vol. II, Bertrand Editora, 1996, pp 820 e 821.

História da Literatura Portuguesa, António Jo´se Satraiva e Óscar Lopes, Porto Editora, Limitada, 1982, pp. 1084 e 1085.

htt://infopedia.pt/$alves-redol

htt://www,citi,pt/cultura/artes_plasticas/desnhos/álvaro_cunhal/Redol.html

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Alfredo Augusto Holtreman




O 1º Visconde de Alvalade chamava-se Alfredo Augusto das Neves Holtreman e nasceu em Santarém no dia 6 de Abril de 1837, tendo sido agraciado com o título em 22 de Julho de 1898 pelo Rei D. Carlos.

Era filho de António Maria Ribeiro da Costa Holtreman e de Libânia Augusta das Neves e Melo.

Bacharelou-se em Direito na Universidade de Coimbra e fixou-se em Lisboa numa das quintas da família no Lumiar, tornou-se um advogado de grande prestígio na capital.

Casou em 1859 com D. Julieta Natalina Luísa Guerin, de quem teve duas filhas. uma delas foi mãe de Jose´Alfredo Holtreman Roquete (vulgo José Alvalade) que veio a ser o impulsionador da fundação do Sporting Clube de Portugal.

Alfredo Holtreman fomentava o convívio dos netos com outros rapazes da mesma idade na sua luxuosa mansão.

O neto José lembrou-se de fundar um grande clube e para tal não esqueceu o avô a quem solicitou o seu auxílio (1904). Cedeu-lhe 200 mil réis em dinheiro e disponibilizou terrenos (local onde se encontra o Estádio José Alvalade) da sua quinta para a construção de instalações indispensáveis ao seu desenvolvimento.

Em 1906 era classificado como Presidente Honorário do Clube.

É assim que nasce o grande Clube que é o Sporting Clube de Portugal e é ele próprio que redige os 1ºs Estatutos do Clube. Como seu protector, é eleito o 1º Presidente do Clube, funções que cessa em 1910, passando então a presidir à Assembleia-Gera, o que acontece até 1917.

Em 1910, com a Implantação da República, veio a esmorecer um pouco o seu interesse pelo Clube, até porque acompanhou o exílio da Família Real para Londres.

Em 1912 é sócio de Honra.

Faleceu a 7 de Julho de 1920, depois do neto, o que muito o desgostou e o fez afastar do Clube.
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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.




Nobreza de Portugal e do Brasil", Direcção de Afonso Eduardo Martins Zúquete, Editorial Enciclopédia, 2.ª Edição, Lisboa, 1989, Volume Segundo, p. 265

http://wikisporting.wikidot.com/alfredo-augusto-das-neves-holtreman


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Manuel Joaquim Nogueira

Catedral de Angra do
Heroísmo
Viu a luz do dia em Tomar a 5 de Novembro de 1787 e veio a falecer em Caldas da Rainha a 2 de Janeiro de 1862.

Era filho de Agostinho José Nunes e de D. Maria Rosa Nogueira. Casou com Ana Justina Emílio Zagalo Freire do Amaral de que nasceu Rodrigo Zagalo Noqueira que veio a ser médico de consideráveis recursos.

Era estudante da Universidade de Coimbra quando em 1808 Junot invadiu Portugal.

Para defesa da pátria, alista-se imediatamente no Batalhão de Voluntários Académicos que se organizou naquela cidade universitária.

Em 1813 era alferes de 1ª linha, altura em que pede a demissão a fim de acabar o curso que tinha interrompido. Formou-se, assim, em direito e começou a exercer a sua actividade forense na terra natal onde se manteve até 1823, altura em que vai para os Açores, mais propriamente, para Angra do Heroísmo.

De formação liberal, em 1828, toma parte na revolta com esse cariz na ilha Terceira, sendo um dos conjurados da Revolução de 22 de Junho acabando por ser nomeado Secretário do Governo Provisório que ali se instalou e é nessa qualidade que vai a Inglaterra e ao Rio de Janeiro participar que estava estabelecido um Governo Constitucional.

Regressando à Terceira é nomeado Juiz da Relação de Angra do Heroísmo, lugar entretanto criado, foi Secretário da Junta do Paço e da Junta de Agricultura.

Fez parte do exército liberal que desembarcou nas proximidades do Mindelo como oficial maior da secretaria da Justiça.

Com a vitória do liberalismo foi Juiz da Relação de Lisboa, sendo aposentado como Juiz do Supremo Tribunal de Justiça.

Foi agraciado com a Comenda da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e condecorado com a Cruz de Ouro da Guerra Peninsular.

Era fidalgo-cavaleiro.

Ainda que tivesse falecido em Caldas da Rainha os seus restos mortais foram trasladados para o jazigo de família no cemitério do Livramento na cidade de Angra do Heroísmo.
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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Custódio Maldonado Freitas


Ribatejano que há muito conhecia de nome mas não fazia a mínima ideia que fosse natural da freguesia de Atalaia, concelho de Vila Nova da Barquinha.

Nasceu na dita aldeia a 13 de Julho de 1886 mas veio cedo para Caldas da Rainha onde veio a falecer em 15 de Abril de 1964.

Depois de frequentar a Escola de Farmácia do Porto vem para Caldas da Rainha por volta de 1905 e em 1910 já possuía a sua farmácia nesta povoação, em franco desenvolvimento.

De fortes e convictas ideias republicanas tornou-se membro maçónico (Loja Fraternidade de Óbidos) e adepto da carbonária.

Preso por motivos políticos várias vezes, a primeira e durante 70 dias deu-se ainda durante a Monarquia.  Voltou ao cárcere entre 1947-03-21/1948-04-24.

Vem a ter acção destacada na proclamação da República em Caldas da Rainha.

Em 1911 e devido à Lei da separação da Igreja do Estado, o que foi aprovado, reúne-se na Foz do Arelho em casa de outro grande republicano, Francisco de Almeida Grandela, igualmente ribatejano, com figuras gradas do republicanismo, como o Dr. Afonso Costa, Sebastião Lima e o deputado Afonso Ferreira, entre outros.

Passa então a ser o Administrador do concelho de Caldas da Rainha e o Presidente da Comissão Administrativa do Hospital local, Rainha D. Leonor.

Na Rotunda de Caldas  por volta de 1915, lidera um grupo de marinheiros, consegue a devolução da Câmara aos Republicanos.

Foi deputado da Nação e delegado do Ministério da Agricultura (1920) e Presidente do Município.

Criou e dirigiu os Jornais “Direito do Povo” e “Regionalista”.
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“Figuras Notáveis do Ribatejo”, Correio do Ribatejo por Jorge Ramos.



sábado, 8 de fevereiro de 2014

Luís Ferreira Roquete




Foi o 1º Barão de Salvaterra de Magos por decreto de 29 de Agosto de 1870, título que lhe foi concedido por D. Luís.

Nasceu a 19 de Abril de 1823, filho de António Ferreira Roquete e sua mulher D. Rita de Melo Travassos ambos nascidos em Salvaterra de Magos, ele a 1 de Setembro de 1787 e ela a 7 de Fevereiro de 1791.

Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, político e grande empresário agrícola e proprietário.

Foi Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e da Ordem de Isabel a Católica de Espanha.

Foi Presidente da Câmara, tanto de Benavente como de Salvaterra de Magos.

Casou em Lisboa na freguesia de São Julião a 7 de Agosto de 1848 com Maria Isabel de Magalhães e Araújo, natural de Lisboa, Sta. Justa onde nasceu em 1830.

Era filha de Domingos de Magalhães e Araújo, Senhor da Casa da Devezinha, em Bobadela, Cabeceiras de Bastos e de sua mulher Maria Augusta de Carvalho.

Do enlace foi primogénito José Ferreira Roquete, 2º Barão de Salvaterra e o 5º filho casou com a herdeira da 2ª Viscondessa da Fonte Boa.
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Dicionário Corográfico de Portugal Continental e Insular, Américo Costa, Vol. X, p.534.

Nobreza de Portugal e do Brasil, Dir. de Afonso Martins Zúquete., Vol. III. Lisboa, 1989.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Justino Mendes de Almeida


Ribatejano da castiça Benavente onde nasceu em 1924 e faleceu em Lisboa aos 88 anos, mais precisamente no dia 18 de Julho de 2012.

Licenciou-se em Filologia Clássica na Faculdade de letras da Universidade de Coimbra, tendo realizado o seu doutoramento em Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa onde foi assistente leccionando latim e grego.

Politicamente exerceu os seguintes cargos:
Subsecretário de Estado da Administração Escolar de 1968 a 1971;
Presidente da Junta de Investigações do Ultramar;
Presidente do Grupo de Missões Científicas do Zambeze;
Inspector das Bibliotecas e dos Arquivos;
1961-1968 – Director-Geral da Educação do Ministério do Ultramar;
1968-08-19 a 1971-05-24 – Subsecretário de Estado da Administração Escolar;
1972 – Procurador à Câmara Corporativa por indicação do Conselho Corporativo;
Presidiu à Secção de Linguística da Sociedade de Geografia de Lisboa.

Com o derrube do Governo instituído, foi fundador, vice-.reitor e reitor da Universidade Autónoma de Lisboa, leccionando as cadeiras de História da Cultura Portuguesa, Humanismo e Renascimento e Epigrafia, isto no âmbito da licenciatura em História e também Literaturas Modernas e Relações Internacionais.

Foi vice-presidente da Academia Portuguesa da História.

Da sua bibliografia fazem parte entre outras, as seguintes obras:

Sobre um virgilianismo d'Os Lusíadas (1951);
Nota camoniana (1955);
Estudos de Epigrafia Latina (1958-1965);
As informações linguísticas de Suetónio nas vidas dos doze Césares (1959) e
O Lexicógrafo Agostinho Barbosa (1965).

Colaborou com o Correio do Ribatejo, de Santarém
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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Entrevista de Justino Mendes de Almeida ao Jornal Mirante.


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Moita Macedo

Autor - Hugo Beja
José Albano Pinto Moita Soares de Macedo de seu nome completo ficou conhecido na arte plástica como pintor lírico e expressionista, gestual, abstracto, trágico e na poesia como Moita Macedo.

Nasceu em Almeirim, freguesia de Benfica do Ribatejo em 17 de Outubro de 1930.
É originário de uma família tradicional onde avulta a figura do avô, Cap, médico José Luís dos Santos Moita que era natural da freguesia de Alcanena e que tomou posse de Governador Civil de Santarém em 7 de Julho de 1919 e deputado da I Assembleia Constituinte. Consta-nos que o Dr. Santos Moita foi a alma da criação do concelho de Alcanena, como aconteceu com outros republicanos, por exemplo em Alpiarça, desanexada de Almeirim e S. Brás de Alportel desanexado de Faro. A influência do avô parece ter sido determinante na sua formação e consciência social.

Casa em 1951 com Maria José Ribeiro de cujo enlace nascem cinco filhos.

Cumpre o serviço militar no então Estado Português da Índia entre 1954 e 1957.

Executa trabalhos de restauro na Igreja de Nossa Senhora do Mar em Damão e juntamente com artistas locais trabalha o barro e o marfim.

Inicia a sua vida propriamente profissional nos escritórios da Siderurgia Nacional em 1949 onde trabalha durante 24 anos. O contacto com o aço e o ferro era indispensável, materiais que vem a utilizar em alguns dos seus trabalhos.

Conhece, entretanto, Almada Negreiros e Artur Bual com quem troca impressões e experiências que o enriquecem.

È autor de uma escultura em aço de 5 toneladas que foi colocada nas instalações do Clube do Pessoal da Siderurgia Nacional.

Entre 1972 / 73 ilustra as capas de vários livros em Portugal e no Brasil.

Dirigiu também as galarias Futura e Opinião.
Expõe Hiroxima, Apocalipse, poema para Manuel Alegre, o que fez mexer as críticas do regime salazarista.

Entre 1973 e 1983 escreveu vários textos de apresentação de trabalhos de colegas entre os quais de Silva Palmeira, seu “vizinho” de Santarém.

Continua trabalhando na arte que lhe dá prazer, realizando exposições individuais ou celectivas (Artur Bual e Francisco Simões, por exemplo e é este que faz o seu busto em bronze, em 1980).

Entra também na arte de azulejaria e a sua poesia é editada em “Cantares de Amigo” com mais três poetas. (1983)

Faleceu em Lisboa em 18 de Maio de 1983, tendo-lhe posteriormente sido prestadas várias homenagens.

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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. 
Boletim da Junta de Província do Ribatejo de 1937-40. Dir. e Ed. de Abel da Silva, p. 692 e 693.
Tomás Paredes, Presidente da Associação de Críticos de Arte de Madrid, 2010.


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Eusébio Tamagnini


Eugénio Barbosa Tamagnini de Matos Encarnação nasceu em Tomar a 8 de Julho de 1880. Era filho de Augusto Barbosa Tamagnini da Encarnação e de Antónia Adelaide de Matos da Encarnação.

Frequentou os liceus de Santarém e Coimbra, tendo-se matriculado em 1898 no 1º ano da Faculdade de Filosofia Natural na Universidade de Coimbra, curso que terminou em 1901. Depois de ter passado pela secção de Histórico-Naturais obteve o lugar de Doutor em 16 de Julho de 1904.

Foi nomeado lente substituto de Ciências Histórico-Naturais da Faculdade de Filosofia da Universidade de Coimbra em 4 de Fevereiro de 1905, tendo sido promovido a lente catedrático na regência da cadeira de Antropologia.

Regeu as mais variadas cadeiras em diversos cursos que seria fastidioso enumerar.

Foi Vice-Reitor da Universidade de Coimbra (1916-1919).

Político de extrema direita, ligado inicialmente ao Integralismo Lusitano e ao Nacional Sindicalismo, acabou, como é natural, por aderir ao ideário do Estado Novo, tendo sido Ministro da Instrução Pública (1934-1936). É durante esta vigência que o conselho de Ministros assina o diploma de 13 de Maio de 1935 destinado a iniciar a depuração dos serviços públicos e de uma assentada foram atingidos 33 funcionários civis e militares, entre os quais figuras como Abel Salazar, Álvaro Lapa e o General Norton de Matos.

A partir desta altura o Ministério passou a designar-se de Educação Nacional.

Pertenceu ao Conselho Superior de Instrução Pública e à Junta Nacional de Educação.

Deu aulas na Universidade das mais variadas matérias da sua especialidade.

Faleceu em Tomar a 1 de Novembro de 1972.

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Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Vol. 30, pp 607,608 e 609.
http://www.uc.pt/org/historia_ciencia_na_uc/autores/ENCARNACAO_eusebiobarbostamagninidematos
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.