segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Manuel Joaquim Nogueira

Catedral de Angra do
Heroísmo
Viu a luz do dia em Tomar a 5 de Novembro de 1787 e veio a falecer em Caldas da Rainha a 2 de Janeiro de 1862.

Era filho de Agostinho José Nunes e de D. Maria Rosa Nogueira. Casou com Ana Justina Emílio Zagalo Freire do Amaral de que nasceu Rodrigo Zagalo Noqueira que veio a ser médico de consideráveis recursos.

Era estudante da Universidade de Coimbra quando em 1808 Junot invadiu Portugal.

Para defesa da pátria, alista-se imediatamente no Batalhão de Voluntários Académicos que se organizou naquela cidade universitária.

Em 1813 era alferes de 1ª linha, altura em que pede a demissão a fim de acabar o curso que tinha interrompido. Formou-se, assim, em direito e começou a exercer a sua actividade forense na terra natal onde se manteve até 1823, altura em que vai para os Açores, mais propriamente, para Angra do Heroísmo.

De formação liberal, em 1828, toma parte na revolta com esse cariz na ilha Terceira, sendo um dos conjurados da Revolução de 22 de Junho acabando por ser nomeado Secretário do Governo Provisório que ali se instalou e é nessa qualidade que vai a Inglaterra e ao Rio de Janeiro participar que estava estabelecido um Governo Constitucional.

Regressando à Terceira é nomeado Juiz da Relação de Angra do Heroísmo, lugar entretanto criado, foi Secretário da Junta do Paço e da Junta de Agricultura.

Fez parte do exército liberal que desembarcou nas proximidades do Mindelo como oficial maior da secretaria da Justiça.

Com a vitória do liberalismo foi Juiz da Relação de Lisboa, sendo aposentado como Juiz do Supremo Tribunal de Justiça.

Foi agraciado com a Comenda da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e condecorado com a Cruz de Ouro da Guerra Peninsular.

Era fidalgo-cavaleiro.

Ainda que tivesse falecido em Caldas da Rainha os seus restos mortais foram trasladados para o jazigo de família no cemitério do Livramento na cidade de Angra do Heroísmo.
_______________________________________ 


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Custódio Maldonado Freitas


Ribatejano que há muito conhecia de nome mas não fazia a mínima ideia que fosse natural da freguesia de Atalaia, concelho de Vila Nova da Barquinha.

Nasceu na dita aldeia a 13 de Julho de 1886 mas veio cedo para Caldas da Rainha onde veio a falecer em 15 de Abril de 1964.

Depois de frequentar a Escola de Farmácia do Porto vem para Caldas da Rainha por volta de 1905 e em 1910 já possuía a sua farmácia nesta povoação, em franco desenvolvimento.

De fortes e convictas ideias republicanas tornou-se membro maçónico (Loja Fraternidade de Óbidos) e adepto da carbonária.

Preso por motivos políticos várias vezes, a primeira e durante 70 dias deu-se ainda durante a Monarquia.  Voltou ao cárcere entre 1947-03-21/1948-04-24.

Vem a ter acção destacada na proclamação da República em Caldas da Rainha.

Em 1911 e devido à Lei da separação da Igreja do Estado, o que foi aprovado, reúne-se na Foz do Arelho em casa de outro grande republicano, Francisco de Almeida Grandela, igualmente ribatejano, com figuras gradas do republicanismo, como o Dr. Afonso Costa, Sebastião Lima e o deputado Afonso Ferreira, entre outros.

Passa então a ser o Administrador do concelho de Caldas da Rainha e o Presidente da Comissão Administrativa do Hospital local, Rainha D. Leonor.

Na Rotunda de Caldas  por volta de 1915, lidera um grupo de marinheiros, consegue a devolução da Câmara aos Republicanos.

Foi deputado da Nação e delegado do Ministério da Agricultura (1920) e Presidente do Município.

Criou e dirigiu os Jornais “Direito do Povo” e “Regionalista”.
______________________________________

“Figuras Notáveis do Ribatejo”, Correio do Ribatejo por Jorge Ramos.



sábado, 8 de fevereiro de 2014

Luís Ferreira Roquete




Foi o 1º Barão de Salvaterra de Magos por decreto de 29 de Agosto de 1870, título que lhe foi concedido por D. Luís.

Nasceu a 19 de Abril de 1823, filho de António Ferreira Roquete e sua mulher D. Rita de Melo Travassos ambos nascidos em Salvaterra de Magos, ele a 1 de Setembro de 1787 e ela a 7 de Fevereiro de 1791.

Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, político e grande empresário agrícola e proprietário.

Foi Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e da Ordem de Isabel a Católica de Espanha.

Foi Presidente da Câmara, tanto de Benavente como de Salvaterra de Magos.

Casou em Lisboa na freguesia de São Julião a 7 de Agosto de 1848 com Maria Isabel de Magalhães e Araújo, natural de Lisboa, Sta. Justa onde nasceu em 1830.

Era filha de Domingos de Magalhães e Araújo, Senhor da Casa da Devezinha, em Bobadela, Cabeceiras de Bastos e de sua mulher Maria Augusta de Carvalho.

Do enlace foi primogénito José Ferreira Roquete, 2º Barão de Salvaterra e o 5º filho casou com a herdeira da 2ª Viscondessa da Fonte Boa.
_____________________________________

Dicionário Corográfico de Portugal Continental e Insular, Américo Costa, Vol. X, p.534.

Nobreza de Portugal e do Brasil, Dir. de Afonso Martins Zúquete., Vol. III. Lisboa, 1989.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Justino Mendes de Almeida


Ribatejano da castiça Benavente onde nasceu em 1924 e faleceu em Lisboa aos 88 anos, mais precisamente no dia 18 de Julho de 2012.

Licenciou-se em Filologia Clássica na Faculdade de letras da Universidade de Coimbra, tendo realizado o seu doutoramento em Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa onde foi assistente leccionando latim e grego.

Politicamente exerceu os seguintes cargos:
Subsecretário de Estado da Administração Escolar de 1968 a 1971;
Presidente da Junta de Investigações do Ultramar;
Presidente do Grupo de Missões Científicas do Zambeze;
Inspector das Bibliotecas e dos Arquivos;
1961-1968 – Director-Geral da Educação do Ministério do Ultramar;
1968-08-19 a 1971-05-24 – Subsecretário de Estado da Administração Escolar;
1972 – Procurador à Câmara Corporativa por indicação do Conselho Corporativo;
Presidiu à Secção de Linguística da Sociedade de Geografia de Lisboa.

Com o derrube do Governo instituído, foi fundador, vice-.reitor e reitor da Universidade Autónoma de Lisboa, leccionando as cadeiras de História da Cultura Portuguesa, Humanismo e Renascimento e Epigrafia, isto no âmbito da licenciatura em História e também Literaturas Modernas e Relações Internacionais.

Foi vice-presidente da Academia Portuguesa da História.

Da sua bibliografia fazem parte entre outras, as seguintes obras:

Sobre um virgilianismo d'Os Lusíadas (1951);
Nota camoniana (1955);
Estudos de Epigrafia Latina (1958-1965);
As informações linguísticas de Suetónio nas vidas dos doze Césares (1959) e
O Lexicógrafo Agostinho Barbosa (1965).

Colaborou com o Correio do Ribatejo, de Santarém
_____________________________________

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Entrevista de Justino Mendes de Almeida ao Jornal Mirante.


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Moita Macedo

Autor - Hugo Beja
José Albano Pinto Moita Soares de Macedo de seu nome completo ficou conhecido na arte plástica como pintor lírico e expressionista, gestual, abstracto, trágico e na poesia como Moita Macedo.

Nasceu em Almeirim, freguesia de Benfica do Ribatejo em 17 de Outubro de 1930.
É originário de uma família tradicional onde avulta a figura do avô, Cap, médico José Luís dos Santos Moita que era natural da freguesia de Alcanena e que tomou posse de Governador Civil de Santarém em 7 de Julho de 1919 e deputado da I Assembleia Constituinte. Consta-nos que o Dr. Santos Moita foi a alma da criação do concelho de Alcanena, como aconteceu com outros republicanos, por exemplo em Alpiarça, desanexada de Almeirim e S. Brás de Alportel desanexado de Faro. A influência do avô parece ter sido determinante na sua formação e consciência social.

Casa em 1951 com Maria José Ribeiro de cujo enlace nascem cinco filhos.

Cumpre o serviço militar no então Estado Português da Índia entre 1954 e 1957.

Executa trabalhos de restauro na Igreja de Nossa Senhora do Mar em Damão e juntamente com artistas locais trabalha o barro e o marfim.

Inicia a sua vida propriamente profissional nos escritórios da Siderurgia Nacional em 1949 onde trabalha durante 24 anos. O contacto com o aço e o ferro era indispensável, materiais que vem a utilizar em alguns dos seus trabalhos.

Conhece, entretanto, Almada Negreiros e Artur Bual com quem troca impressões e experiências que o enriquecem.

È autor de uma escultura em aço de 5 toneladas que foi colocada nas instalações do Clube do Pessoal da Siderurgia Nacional.

Entre 1972 / 73 ilustra as capas de vários livros em Portugal e no Brasil.

Dirigiu também as galarias Futura e Opinião.
Expõe Hiroxima, Apocalipse, poema para Manuel Alegre, o que fez mexer as críticas do regime salazarista.

Entre 1973 e 1983 escreveu vários textos de apresentação de trabalhos de colegas entre os quais de Silva Palmeira, seu “vizinho” de Santarém.

Continua trabalhando na arte que lhe dá prazer, realizando exposições individuais ou celectivas (Artur Bual e Francisco Simões, por exemplo e é este que faz o seu busto em bronze, em 1980).

Entra também na arte de azulejaria e a sua poesia é editada em “Cantares de Amigo” com mais três poetas. (1983)

Faleceu em Lisboa em 18 de Maio de 1983, tendo-lhe posteriormente sido prestadas várias homenagens.

_______________________________________

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. 
Boletim da Junta de Província do Ribatejo de 1937-40. Dir. e Ed. de Abel da Silva, p. 692 e 693.
Tomás Paredes, Presidente da Associação de Críticos de Arte de Madrid, 2010.


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Eusébio Tamagnini


Eugénio Barbosa Tamagnini de Matos Encarnação nasceu em Tomar a 8 de Julho de 1880. Era filho de Augusto Barbosa Tamagnini da Encarnação e de Antónia Adelaide de Matos da Encarnação.

Frequentou os liceus de Santarém e Coimbra, tendo-se matriculado em 1898 no 1º ano da Faculdade de Filosofia Natural na Universidade de Coimbra, curso que terminou em 1901. Depois de ter passado pela secção de Histórico-Naturais obteve o lugar de Doutor em 16 de Julho de 1904.

Foi nomeado lente substituto de Ciências Histórico-Naturais da Faculdade de Filosofia da Universidade de Coimbra em 4 de Fevereiro de 1905, tendo sido promovido a lente catedrático na regência da cadeira de Antropologia.

Regeu as mais variadas cadeiras em diversos cursos que seria fastidioso enumerar.

Foi Vice-Reitor da Universidade de Coimbra (1916-1919).

Político de extrema direita, ligado inicialmente ao Integralismo Lusitano e ao Nacional Sindicalismo, acabou, como é natural, por aderir ao ideário do Estado Novo, tendo sido Ministro da Instrução Pública (1934-1936). É durante esta vigência que o conselho de Ministros assina o diploma de 13 de Maio de 1935 destinado a iniciar a depuração dos serviços públicos e de uma assentada foram atingidos 33 funcionários civis e militares, entre os quais figuras como Abel Salazar, Álvaro Lapa e o General Norton de Matos.

A partir desta altura o Ministério passou a designar-se de Educação Nacional.

Pertenceu ao Conselho Superior de Instrução Pública e à Junta Nacional de Educação.

Deu aulas na Universidade das mais variadas matérias da sua especialidade.

Faleceu em Tomar a 1 de Novembro de 1972.

_______________________________________

Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Vol. 30, pp 607,608 e 609.
http://www.uc.pt/org/historia_ciencia_na_uc/autores/ENCARNACAO_eusebiobarbostamagninidematos
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Manuel dos Reis Tavares

Ermida de Sto. Estêvão
Nasceu em Santarém em 1590. Médico, Poeta, compositor musical e escritor.

Escreveu: Controversiae Philosophicae, et Nedicae ex- doctrina de febribus, Lisboa, 1667; De duobos magnis Artis Medicae auxiliis tractactus duplex, in quo difficilioris questiones circa  sanguinismisionem, etc, Lisboa, 1671.

O primeiro referido foi classificado no catálogo de bons autores.

Entre outros trabalhos que deixou manuscritos contam-se  uma obra sobre Cirurgia Especulativa  e um livro de Matemática.

Compôs uns Psalmos a várias vozes e uma Ladainha a Nossa Senhora.

Parece que compôs uma poesia com as letras dispostas de tal maneira que se liam conforme o lado considerado em português, castelhano e italiano.

Segundo Luís Matoso “Chegado o anno de 1663 havendo já passados 397 desde o de 1266, em que o Santíssimo Milagre soccedeo, sem nelles haver quem tomasse por impreza converter hum lugar exposto a ser violado com irreverências, em Sagrado Templo, para nelle se tributar a Deos adorações, vivia nesta Villa o Licenciado Manoel dos Reis Tavares, graduado em Medicina, inflamado no amor de Deos, e na devoção do Santíssimo Milagre, fundou nos ditos pardieyros, com sua mulher Margarida Cezar de Almeyda, huma notável Ermida em memoria do mesmo Milagre Santíssimo, para o que fez huma justificação em que se produzio mais de 15 testemunhas das pessoas principais desta Villa, e da freguesia de Santo Estêvão, que depuzeram ser aquelle o mesmo lugar, em que Deos obrara o Santíssimo Milagre, pello ouvirem dizer sempre a seus pays, e avós e que estes o tinham já ouvido dizer a seus antepassados, e ser tradução constante; e algumas testemunhas juraram que hindo às mesmas cazas algumas vezes vizitar huma Maria Penteada, que as possuía e nellas habitava, sentiam hum cheyro tão suavíssimo, que parecia couza do Ceo.”

A obra veio a ser acabada e debaixo do altar jazem sepultados os seus fundadores.

Existe nele uma inscrição nos seguintes termos: “ Desta casa, onde Deos fez o Santíssimo Milagre anno de 1266 fizeram igreja o Licenciado Manoel dos Reys Tavares,e Margarida Cezar de Almeyda, sua molher e a dotaram, e jazem debayxo do Altar della.”

Manuel dos Reis Tavares morreu em Santarém em 25 de Novembro de 1686,
_____________________________________

Santarém Ilustrada, Luís Montês Matoso (1738) (Transcrição e texto introdutório de Martinho Vicente Rodrigues), Junta de Freguesia de Marvila, 2011
Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Vol 30, p 817
Santarém no Tempo, Virgílio Arruda, 1971, p 534

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

João Rodrigues de Deus


Rei D. Carlos que concedeu o título.
O 1º Visconde de S. Gião, João Rodrigues de Deus, que tomou o título por decreto de D. Carlos de 29 de Maio de 1890, nasceu em Alcanena, então freguesia do concelho de Torres Novas onde foi grande benemérito, tendo fundado à sua custa uma albergaria para os pobres daquela terra que dotou com casa e rendimento anual de 500$000 réis, garantidos por algumas propriedades.

João Rodrigues de Deus nasceu a 29 de Novembro de 1826, era filho de António Rodrigues de Deus e de D. Maria da Conceição de Deus.

Casou com D. Maria Delfina Silveira e Serpa natural de Lapas, freguesia do concelho de Torres Novas, em 10 de Dezembro de 1863, filha de José Alexandre da Silveira e Serpa e de sua mulher Ana Deodata Freire da Costa e Magalhães.

O título que foi concedido em duas vidas veio a ser recebido pelo seu filho José Alexandre Rodrigues de Deus que nasceu em 13 de Junho de 1866.

O nome de S. Gião tem a ver com a designação da quinta que João de Deus possuía próximo de Torres Novas, na freguesia de S. Pedro.

Além de lavrador e proprietário, era industrial de grande iniciativa, tendo conseguido adquirir grande fortuna

Benemérito por natureza, distribuía as suas abundantes dádivas sempre às ocultas e que a morte veio revelar.

Politicamente desempenhou o lugar de vereador na Câmara Municipal de Torres Novas e foi Procurador à Junta Geral do Distrito.

Desempenhou o lugar de Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Torres Novas.

Faleceu o 1º Visconde em Torres Novas a 8 de Abril de 1894, tendo sido depositado no seu jazigo no cemitério de Torres Novas, tendo falecido a viscondessa em 12 de Maio de 1911,

Em Torres Novas existe a Escola EB1 Visconde de S. Gião e nas Lapas uma Rua com o seu nome.
_________________________________

Nobreza de Portugal, Vol.II, 1960, p.638.
Mosaico Torrejano, Artur Gonçalves.
http://www.geneall.net/P/forum_msg.php?id=41625


domingo, 2 de fevereiro de 2014

Ivone Silva


Maria Ivone da Silva Nunes nasceu na freguesia de Paio Mendes, concelho de Ferreira do Zêzere, no norte do Ribatejo no dia 24 de Abril de 1935 e foi uma actriz que se tornou conhecida do grande público, principalmente, pelo seu trabalho humorístico no teatro de revista e na televisão.

Era filha de José António da Silva e de sua mulher Ermelinda Rosa Nunes, ambos ligados à arte da alfaiataria. Ainda que seu pai tivesse participado em filmes portugueses como “O Ladrão da Luva-Branca” e “O Zé do Telhado”, sendo assim Ivone Silva começou cedo a conviver com as artes cénicas, tal como a irmã, também actriz, Linda Silva.

Estreou-se no Parque Mayer na década de 60 tendo participado em revistas como Ó Zé aperta o laço (1971), Cá Vamos Pagando e Rindo (1972), Uma no Cravo, outra na Ditadura (1974), O Bombo da Festa (1976), A Aldeia da Roupa Suja (1978) ou Isto é Maria Vitória! (1986).

Onde se teria tornado mais conhecida, devido à sua grande abrangência, foi na televisão formando com o actor Camilo de Oliveira um dueto humorístico muito engraçado e crítico da sociedade em que faziam de dois alcoólicos, o Agostinho e a Agostinha, no programa televisivo Sabadabadu (RTP).

Algumas das suas frases ainda permanecem na memória do povo como com este vestido preto, nunca me comprometo.

Participou no filme de Henrique Campos, A Maluquinha de Arroios.

Esta figura ímpar do teatro português faleceu vítima de doença prolongada em Lisboa a 20 de Novembro de 1987, na força da vida e quando ainda tinha muito para dar à arte que abraçou.

O seu nome figura pelo menos na freguesia do Campo Grande em Lisboa.

________________________________________

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Enciclopédia Verbo Século XXI


sábado, 1 de fevereiro de 2014

Álvaro Lapa



Álvaro Isidro de Faria Lapa, de seu nome completo, nasceu em Torres Novas a 25 de Março de 1882, formando-se na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa em 1906.

De 1906 a 1909 frequentou as Faculdades de Medicina de Paris e de Berna e respectivas clínicas hospitalares.

Teve três grandes Mestres de que foi discípulo, em Paris os Professores Darier e Milion e, na Suíça, o Professor Ladersohn.

Regressado a Portugal, é nomeado médico dos Hospitais Civis de Lisboa, tendo dirigido de 1911 até 35 a consulta de doenças venéreas do Hospital do Desterro.

Além desta actividade, presta a sua colaboração em diversas publicações ligadas às ciências médicas da sua especialidade e em associações internacionais de dermatologia, tendo sido o representante de Portugal na Comissão Internacional de Luta contra a Lepra.

Nas suas especialidades, dermatologia e venereologia, foi docente na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e igualmente na de Coimbra.

Foi demitido na vaga de depuração política praticada na Universidade e não só, que incluiu grandes figuras da nossa ciência e intelectualidade praticada em Maio de 1935 pelo Governo do “Estado Novo”. Além de Álvaro Lapa foram vítimas também  nesta altura Abel Salazar, Aurélio Pereira Silva Quintanilha, Manuel Rodrigues Lapa, Sílvio Rodrigues Lapa e o General José Mendes Norton de Matos.

O Professor Doutor Álvaro Lapa já militava no partido Republicano nos seus tempos de aluno da Escola Médica de Lisboa onde foi colega de um nosso avô.

Tivemos a honra e o prazer de o conhecer pessoalmente quando acompanhámos o nosso pai a uma consulta no seu consultório que funcionava num primeiro andar no “Rossio” em Lisboa. Levávamos uma carta de recomendação do meu avô e teríamos os nossos 17/18 anos.

Depois da consulta desenrolou-se uma conversa em que ele pretendeu saber algo do seu antigo condiscípulo e de ideias políticas muito próximas depois nós como jovem que éramos recebemos grande lição política onde o grande alvo era Oliveira Salazar. Foi de tal maneira que nunca mais nos esquecemos disso.

Mas o nosso contacto com o Professor não ficou por aqui e numa altura em que já não o esperávamos, por volta de 1970 e quando já tínhamos iniciado a profissão carreira e encontrando-nos numa pequena vila do sul do país, o médico, como íamos passando nessa altura chamou-nos para nos apresentar o Professor Álvaro Lapa ao que respondemos que já o conhecíamos. Ficou admirado o Mestre e não menos o médico que nos chamou. Foi então que tivemos que contar a história que se tinha passado (excepto a lição política). Não deixou de me perguntar pelo meu avô que nesta altura já levava três anos de falecido.

Não consegui apurar a data do seu falecimento que presumo se ter dado depois de 25 de Abril de 1974
_________________________________

Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Vol. 2 p 679.
http://maismemoria.org/mm/2011/11/25/notas-biograficas-dos-investigadores-e-docentes-alvo-de-depuracao-politica-das-universidades-portuguesas-pelo-estado-novo/
http://memoria.ul.pt/index.php/Lapa,_%C3%81lvaro_Isidro_Faria