terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Manuel Nunes Freire da Rocha



 Manuel Nunes Freire da Rocha nasceu a 28 de Setembro de 1806 na freguesia de Sto. Estêvão, da cidade de Santarém, sendo filho de Manuel Nunes Gaspar Rocha, Capitão-Mor de Santarém e de D. Rita Mariana Giralda Freire.

Foi aluno do Colégio Militar, fidalgo cavaleiro da Casa Real, Cavaleiro Professo na Ordem de Cristo, Conselheiro de Sua Majestade, deputado em várias legislaturas e Governador-geral do distrito de Santarém

Casou em 28 de Outubro de 1835 com D. Luísa Maria Joana Braamcamp de Almeida Castelo Branco 1ª filha de Anselmo José Braamcamp (*) , de quem teve três filhos, sendo o mais novo historiador, genealogista, arqueólogo e político, Anselmo Braamcamp Freire.

Tendo sucedido na Casa de seu pai, era 3º Senhor do paço de Lameiras, proprietário de várias terras no Pombalinho, como a Quinta do Outeiro, Mouchão da Velha, Quinta da Melhorada, Fonte Santa, Tapada do Secretariado e Mouchão do Inglês, além de outros.

A rainha D. Maria II concedeu-lhe o título de Barão de Almeirim por decreto de 23 de Setembro de 1837, numa altura em que seu sogro desempenhava funções importantes no governo do país.

Foi provedor da Santa Casa da Misericórdia de Santarém desde 1855 até ao seu falecimento.

Falecendo o 1º Barão de Almeirim em 16 de Julho de 1859, a viúva, D. Luísa Maria Joana Braamcamp de Almeida Castelo Branco, casa em segundas núpcias com o Barão do Pombalinho, António Augusto Vasques da Cunha Portocarreiro.

Em 1868 o filho mais novo, Anselmo Braamcamp Freire regressa a Santarém, já casado e vai viver para o Palácio que seu avô, Manuel Nunes Gaspar tinha comprado em 1798 na Rua da Amargura (actual Braamcamp Freire) e onde se encontra instalada desde 1926 a Biblioteca Municipal, visto ter sido legada por lestamente para esse fim, assim como a sua valiosa biblioteca e o recheio.

O Arquivo da Casa do Barão de Almeirim encontra-se no Instituto de Ciências Sociais e abrange o período entre 1794 e 1959.

(*) Braamcamp é família de origem holandesa.

Biblioteca Municipal de Santarém

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Resenha das famílias titulares do Reino de Portugal acompanhada de notícias... Por José Carlos Feo Cardozo de Castello Branco e Torres e outro.

Wikipédia, a enciclopédia livre.


Santarém – Raízes e Memórias . Páginas da minha agenda – Efemérides, José Campos Braz, 2000.

Santa Casa da Misericórdia de Santarém – Cinco Séculos de História, Martinho Vicente Rodrigues, 2004.

“Património Monumental de Santarém”, coord. de Jorge Custódio, 1996.


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Francisco Xavier e Vasconcelos


Francisco Xavier de Arez e Vasconcelos viveu no século XVIII e nasceu em Torres Novas

Foi secretário da Ordem religiosa que professou, os seja a Terceira de S. Francisco.

Dedicou-se à genealogia e à história onde era considerado uma autoridade. Nesse sentido escreveu memórias históricas e estudos genealógicos de diversas famílias torrejanas que ainda não tiveram publicação, o que verdadeiramente se lamenta.
Encontram-se manuscritos, entre outros a Lista ou catálogo dos alcaides-mores de que se acha notícia nesta Vila de Torres Novas e Memórias da Vila de Torres Novas, 1740.

Desconhecem-se as data em que nasceu e faleceu.
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Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Vol III.


Torrejanos Ilustres, Artur Gonçalves, Torres Novas, 1933

domingo, 15 de dezembro de 2013

Joaquim Augusto Burlamaqui Marecos



 Joaquim Augusto Burlamaqui Marecos foi 1º Barão e 1º Visconde de Fonte Boa, títulos concedidos por D. Maria II por Decreto de 11 de Fevereiro de 1840 e de 8 de Setembro de 1845, respectivamente.

Nasceu a 21 de Agosto de 1805, suponho que em Santarém, falecendo a 25 de Abril de 1857. Era filho de Francisco de Paula Pais Marecos e de D. Mariana Henriqueta Burlamaqui.

O seu avô materno, Carlos César Burlamaqui era cavaleiro da Ordem de Cristo, capitão de infantaria da Legião e governador de Piauhi, no Brasil.

Casou duas vezes, só havendo geração do segundo casamento realizado com D. Henriqueta Portela São Romão Botelho da Cunha Rebelo, de onde nasceu a 2ª Viscondessa, D.. Maria Vitória Burlamaqui da Cunha Rebelo Marecos.

Era genro de António Botelho da Cunha, fidalgo da Casa Real, coronel do extinto Regimento de Milícias de Santarém e proprietário no distrito.

Fidalgo da Casa Real e deputado, proprietário abastado no distrito de Santarém.

Foi proprietário do antigo solar dos Saldanhas que vieram a vender à Misericórdia de Santarém e onde, segundo penso, ainda se encontra instalado o Asilo, ali em actividade desde 1 de Janeiro de 1874.

Em 1834 presidia à Câmara Municipal de Santarém, tendo por vereadores Joaquim da Silva Gameiro, João Maurício de Carvalho e António Montez e apresenta à Rainha D. Maria II em nome da população, as condolências pela morte de seu pai, D. Pedro IV. Volta a exercer as mesmas funções em 1839.

Foi Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Santarém  de 1835 a 1837.

Desempenhou, igualmente, as altas funções de Governador Civil de Santarém em 1844/46 e em 1851.
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História Genealógica da Casa Real Portuguesa, Vol XV (Complemento) Coordenação Manuela Mendonça, 2007.

Registo Geral de Mercês, D.Maria II, liv.18, fl.13.

Dicionário Corográfico de Portugal Continental e Insular, Américo Costa, Vol VI, 1938, p 861.

História e Monumentos de Santarém, Zeferino Sarmento, 1993, p 297.

Santarém – Raízes e Memórias – Páginas da minha agenda – Efemérides, José Campos Braz, 2000.

Santa Casa da Misericórdia de Santarém – Cinco séculos de História, 2004.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Pedro Jacques de Magalhães



Teria nascido por volta de 1620 este intrépido guerreiro que batalhou na América Espanhola, no Brasil e em Portugal, nas Guerras da Restauração, sendo assinalável o seu grande êxito na Batalha de Castelo Rodrigo.

Foi seu berço o pequeno lugar de Sobralinho, freguesia de Alverca, concelho de Vila Franca de Xira.

Único filho de Henrique Jacques de Magalhães e de Violante de Vilhena, não se conhecendo a data certa do nascimento, mas considerando-se a mais provável aquela que indicamos.

O trisavô paterno, Pedro Jacques, bateu-se na Batalha do Toro ao lado de D.Afonso V, enquanto do lado materno descendia da aristocracia castelhana sendo trineto de Sancho de Tovar.

Casou duas vezes, ambas na ilha da Madeira com D. Luísa Freire de Andrade filha de Manuel Dias de Andrade, moço fidalgo e Administrador da Junta Geral do Comércio da referida ilha e de sua mulher, D. Brites da Silva e a segunda por falecimento da 1ª, com D. Maria Vicência de Vilhena, filha de António Correia de Baharem e de sua mulher D. Antónia de Vilhena, tendo havido geração de ambas.

No dia 1º de Dezembro de 1640 encontrava-se na América sob o domínio espanhol e quando teve conhecimento dos acontecimentos a decorrer em Portugal tentou com outros portugueses, entre os quais João Rodrigues de Vasconcelos e Sousa, 2.º conde de Castelo Melhor, apoderarem-se das galés espanholas carregadas de prata e fugirem para Portugal, mas foram descobertos e presos tendo sido condenados.

Passado algum tempo conseguiu evadir-se e chegar a Portugal e foi nomeado governador de Olivença lugar que ocupa até 1646.

Volta ao continente Americano, mas agora para o Brasil, em 1649, como almirante da esquadra que escoltou a primeira frota da Companhia Geral do Comércio do Brasil e que veio a ancorar em Pernambuco, onde prestou valioso auxílio a Francisco Barreto de Meneses que governava aquela capitania e na luta contra os holandeses.

Em 1653 regressa ao Brasil como capitão-general e em parceria com Francisco de Brito Freire, outro ribatejano natural de Coruche e com uma armada de 60 navios para se oporem e darem luta aos holandeses que pretendiam apoderar-se da colónia portuguesa.

Regressado novamente ao país, é nomeado em 1658 general de artilharia do exército do Alentejo e esteve na Batalha de Linhas de Elvas (14 de Janeiro de 1659), cuidando de tudo o que dizia respeito à artilharia.

Homem sempre disposto a ocupar o lugar que lhe destinavam pela sua versatilidade, foi nomeado em 1663 mestre de campo general da província da Beira. Havendo necessidade de socorrer a praça de Évora que estava em perigo a ela se dirige com os seus homens, gorando assim as intenções dos inimigos e estando na Batalha do Ameixial.

Na jornada e conquista de Alcântara fere-se numa perna o que lhe origina um defeito físico.

A sua acção mais notável, como já se referiu, teve lugar na Batalha de Castelo Rodrigo, onde derrotou, devido à energia e rapidez com que actuou , o poderoso exército do Duque de Ossuna que cercava Castelo Rodrigo defendido apenas por 150 soldados e esta praça era considerada a segurança da Província da Beira.

Tomou lugar nas Cortes convocadas para 1 de Janeiro de 1668 em que D. Afonso VI foi deposto do trono e o Infante D. Pedro jurado Príncipe herdeiro e depois reconhecido como rei D. Pedro II.

Foi este rei que em reconhecimento do todo o trabalho que prestou ao país e por carta de 6 de Fevereiro de 1671 o agraciou com o título de Visconde de Fonte Arcada. A 5 de Setembro de 1675 foi nomeado familiar do Santo Ofício.

Pedro Jacques de Magalhães foi fidalgo da casa real por sucessão a seus maiores, pertenceu ao conselho de P. Pedro II, conselheiro de Guerra, 1º Alcaide de Castelo Rodrigo, senhor do Paul e Quinta de Bordalete em Lagos, Capitão general da Armada Real.

Faleceu em 1688.
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Dicionário de História de Portugal, Dir. de Joel Serrão, Livraria /  Figueirinhas / Porto, Vol. IV, p 139.

Dicionário Corográfico de Portugal Continental e Insular de Américo Costa, Vol, VI, 1938, pp 853-54

Figuras Militares da Restauração, General Ferreira Martins, Lisboa. Revista Militar, 1940, Ano XCII, Dez., Nº 12, III Centenário da Restauração do Estado

História de Portugal, Joaquim Veríssimo Serrão, Vol. V, Editorial Verbo, 1982, p. 52

Wikipédia, a enciclopédia livre

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Leonardo Ribeiro de Almeida



De seu nome completo, Leonardo Eugénio Ramos Ribeiro de Almeida, nasceu em Santarém a 19 de Setembro de 1924.

Licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e é na sua terra natal que assenta a sai banca de advocacia. Mais tarde abre escritório em Lisboa.

Ribeiro de Almeida foi sempre uma figura conhecida da oposição ao “Estado Novo”

Após o 25 de Abril adere ao recente partido político (Partido Popular Democrático), mais tarde PPD/PSD, logo em Maio desse ano e é eleito por esse partido para a Assembleia Constituinte (1975) e depois deputado na Assembleia da República (1980) e se a memória não me falha o nome foi por ele proposto e aprovado continuando esse órgão do poder político assim designado.

Como ribatejano também não me esqueço da defesa que fez das touradas em Portugal.

Foi o 3º Presidente da Assembleia da República funções que exerce de 8 de Janeiro de 1980 a 21 de Outubro de 1981, funções que volta a desempenhar como 5º Presidente, ente 3 de Novembro de 1983 e 30 de Maio de 1983. Torna-se nesta altura Conselheiro de Estado.

Vem a exercer as funções de Ministro da Defesa Nacional entre Novembro de 1985 e Agosto de 1987, por isso no X Governo Constitucional presidido por Cavaco Silva, sucedendo no lugar a Rui Machete.

Entre as condecorações contam-se a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo (30.06.1982) a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (2.11.1993), Comendador da Ordem do Mérito Civil de Espanha (20 03 1989), Grande-Oficial da Ordem Nacional do Mérito de França (5 05 1990),Grã-Cruz da Ordem de Honra da Grécia (15 11 1990) e Grã-Cruz da Ordem da Liberdade de Portugal (2.11.1993).

A nível internacional, participou na Conferência dos Presidentes dos Parlamentos Europeus, em Madrid (1980) e representou o Parlamento Português na Conferência dos Parlamentos Latino-Americanos em Bogotá (1981). Como Presidente da Associação Portuguesa do Atlântico, participou, em 1982, no Sea-Link/82, nos Estados Unidos da América.

Faleceu em Lisboa a 18 de Janeiro de 2006 e foi sepultado no cemitério de Alpiarça.
A quando do seu falecimento Manuel Alegre classificou-o como «um dos homens que ajudou a construir a democracia» e «uma referência do PSD, sobretudo no Ribatejo».

Lembro-me perfeitamente do seu início da actividade causídica em Santarém quando eu era um adolescente.
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Correio do Ribatejo de 27 de Janeiro de 2006.

O Ribatejo de 26 de Janeiro de 2006.

Wikipédia, a enciclopédia livre.

Diariodigital.sapo.pt

www.parlamento,pt

www.tsf.pt


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Caria e Moura

Nasceu no Cartaxo aquele que foi professor da Universidade de Coimbra e que nela se doutorou em 26 de Abril de 1805, em Matemáticas, fazendo parte do seu quadro catedrático. Tinha-se licenciado em Filosofia em 16 de Julho de 1801.

Chamou-se António Honorato Caria e Moura e era filho de João Honorato Ribeiro de Moura.
Exerceu o lugar de Bibliotecário da mesma Universidade com nomeação interina de 7 de Maio de 1814, confirmada em 6 de Julho de 1815. Procedeu ao acondicionamento das obras mais valiosas e raras e  à aquisição de mais trabalhos de importância valorizando assim o seu recheio. Um dos adquiridos foi a bíblia hebraica, pergaminho do século XV obtido  na Holanda. Mereceu a sua atenção a catalogação das obras.
Foi o revisor das EPHEMERIDES , publicadas pelo Biblioteca, de que igualmente foi colaborador.
Por carta datada de 15 de Julho de 1834 (por isso já não reinando D. Miguel) é com mais quarenta colegas desligado dos serviços por causa das ideias políticas que professava mas acaba por ser reintegrado por decreto de 12 de Janeiro de 1837.
Foi Director do Observatório Astronómico (1837-38) e Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Coimbra (1842).
Escreveu várias MEMÓRIAS sobre assuntos de geometria, análise mecânica, uma Geometria Sintética, Tábuas para Abreviar o Cálculo das Ascensões Rectas e outras da área da sua especialidade.
Morreu a 16 de Novembro de 1843

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Dicionário Bibliográfico Português – Tomos I e VIII, Inocêncio Francisco da Silva

LELLO Universal – Dicionário Enciclopédico Luso-Brasileiro – Porto 1975

Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira – Vol. 18



domingo, 8 de dezembro de 2013

D. Frei Henrique de Távora


Também conhecido por D. Frei Henrique de Távora e Brito era filho de Fernão Cardoso e de D. Filipa de Brito e irmão mais velho de D. Frei Fernando de Távora, nascendo como seu irmão em Santarém.

Foi moço de câmara do Cardeal D. Henrique e professou como seu irmão no Convento de S. Domingos de Benfica. Quando era Prior do mesmo Frei Bartolomeu dos Mártires que acompanhou quando este foi nomeado Arcebispo-Primaz de Braga.

Sendo da sua inteira confiança, acompanhou-o por sua decisão igualmente ao Concílio de Trento onde se distinguiu pregando de um modo notável defendendo as ideias da reforma eclesiástica.

Ao regressar a Portugal é eleito Prior do Convento de Évora.

E nomeado Bispo de Cochim em 1576, substituindo o 1º D. Frei Jorge Temudo e em 29 de Janeiro do ano seguinte Arcebispo de Goa, sucedendo a Gaspar Jorge de Leão Pereira, funções que exerce até à data do seu falecimento ocorrido em 17 de Maio de 1581, em Chaul e quando fazia uma visita ao arcebispado, constando que teria sido envenenado.

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Portugal – Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Vol.VII, p. 52, transcrito por Manuel Amaral.

História Eclesiástica de Portugal, Publicações Europa-América, P. Miguel de Oliveira, 1994


Wikipédia, a enciclopédia livre

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

D. Frei Bernardino de Sena


Nasceu em Torres Novas a 26 de Maio de 1571, filho de Miguel Arnide, genovês corpulento que se bateu com ardor no Oriente em nome de Portugal e de D. Camila Gomes de Melo, que pertencia à nobreza de Lisboa.

Aos 15 anos ingressa no convento de S. Francisco de Lisboa, professando em 1587.

Faz estudos de latim, lógica, física e metafísica nos conventos de Sto. António de Ferrerim (Lamego), S. Francisco de Santarém e S. Francisco da Ponte (Coimbra) após os quais, em 1593 entra para o Colégio de São Boaventura (Coimbra) a fim de estudar teologia.

Quatro anos depois (1597) era presbítero em Lisboa.

Nessa altura tinha lugar o Capítulo Geral o que proporcionou a Frei Bernardino a defesa das conclusões finais de que se saiu airosamente, motivando o Padre Geral da Ordem, Frei Mateus de Burgos a nomeá-lo leitor em artes, indo exercer essas funções nos Conventos de Sta. Cristina, na Diocese de Coimbra e de Ferreirim, junto a Lamego.

Eleito provincial em 1617, seis anos depois e quando a Igreja era governada por Urbano VIII e Portugal por Filipe III, é nomeado geral da Ordem (Franciscanos).

Tinha entretanto rejeitado as mitras de S. Tomé, Ceuta e de Goa, onde tinha estado seu pai e avô.

É nomeado bispo de Viseu (41º) a 1 de Junho de 1629, recebendo a sagração a 13 de Julho de 1631, quando se encontrava em Madrid.

Dá entrada na sua diocese em 2 de Junho de 1632.

Entretanto o bispo-conde de Coimbra, D. João Manuel vai ocupar o lugar de  Arcebispo de Lisboa e Filipe III nomeia-o para o lugar que ficou vago. Quando a notícia chegou de Espanha já D. Frei Bernardino de Sena tinha falecido, o que aconteceu a 5 de Outubro de 1632. Ficou sepultado na Capel-.mor da Sé.

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Dicionário Corográfico de Portugal Continental e Insular, Américo Costa, Vol. XXII, 1949, pp 808/9

Os Franciscanos no Maranhão e Grão-Pará: missão e cultura na primeira metade… Maria Adelina Amorim.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Simão Machado


Poeta renascentista estudou humanidades, nasceu em Torres Novas em 1557 e teria sido baptizado na freguesia de S. Pedro.

Tomou o hábito de S. Francisco com o nome de Frei Boaventura Machado. Recolheu-se no Convento da sua Ordem em Barcelona onde veio a falecer.

Foi professor na faculdade de teologia da sua Ordem. Reputado teólogo e pregador sagrado.

Considerado discípulo de Gil Vicente é senhor de uma jocosidade natural.

É autor de duas comédias bilingues, uma de cunho heróico, a Comédia do Cerco de Diu, onde exalta os êxitos de Nuno da Cunha que derrotou o sultão Bodhuz.

A façanha já tinha sido tratada por Francisco de Andrade no poema épico O Primeiro Cerco de Diu.

A outra comédia tem por título Comédia da Pastora Alfea e é composta de duas partes, quase toda em quintilhas castelhanas de redondilha maior e os episódios, como o título indica, decorrem entre pastores e onde se aborda os encantamentos.

O comediógrafo que escreveu durante a dominação filipina escreveu principalmente em língua castelhana.

A 1ª Edição é de 1601, Lisboa; a 2ª e 3ª de 1631 e a 4ª de 1706, todas de Lisboa.

O Cerco de Diu tem uma edição crítica, com introdução e comentários de Paul Teyssier, Edizioni dell`Ateneo, Roma, 1969.

Faleceu em 1634.
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Boletim da Junta de Província do Ribatejo, 1937/40, p.644

História da Literatura Portuguesa, Joaquim Ferreira, Editorial Domingos Barreira, 4ª Edição, Porto.

História da Literatura Portuguesa, António José Saraiva e Óscar Lopes, Porto Editora, Limitada, 12ª Edição, Porto, 1955.





domingo, 1 de dezembro de 2013

Fernando de Távora



Nasceu em Santarém entre 1510 e 1520, filho de Fernão Cardoso e de D. Filipa de Brito.

Doutorou-se em Teologia pela Universidade de Coimbra, ingressando na Ordem Religiosa de S. Domingos, professando no Convento de S. Domingos de Benfica a 6 de Abril de 1555.

Foi o 5º Bispo do Funchal, confirmado por Pio V a 14 de Novembro de 1569.

D. Fernando de Távora nunca se deslocou à sua Diocese, pelo medo que lhe inspirava a travessia do oceano, segundo Frei Luís de Sousa ou por falta de vista, na opinião de Frutuoso.

Governou a Diocese através de vigários-gerais.

Os três primeiros bispos nunca se deslocaram à Diocese, o 4º é o primeiro a tomar posse do lugar no local.

Renunciou à mitra em 1573, tendo ido desempenhar as funções de esmoler (pessoa que tem o encargo de distribuir esmolas, suas ou oferecidas por outrem) de D. Sebastião. Mereceu muito a estima deste monarca e do seu tio, o Cardeal D. Henrique que o substituiu no trono.

Escreveu os Comentários ao Evangelho de S. João.

Foi hábil pintor e faleceu em Azeitão em 1577 sendo sepultado no Convento de S. Domingos em Lisboa, local onde deixou alguns quadros preciosos.

Foi irmão de Frei Henrique de Távora ou Frei Henrique de S. Jerónimo que foi bispo de Cochim (1576) e Arcebispo de Goa (1577).

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Dicionário Corográfico de Portugal Continental e Insular, Américo Costa, Vol. VI, 1938, p 1077.
História Eclesiástica de Portugal, P. Miguel de Oliveira, Publicações Europa-América, 1994.
Monumentos e Lendas de Santarém, Zepherino N. G. Brandão, Lisboa, 1883.
arquivohistoricomadeira.blogspot.com

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