sábado, 14 de dezembro de 2013

Pedro Jacques de Magalhães



Teria nascido por volta de 1620 este intrépido guerreiro que batalhou na América Espanhola, no Brasil e em Portugal, nas Guerras da Restauração, sendo assinalável o seu grande êxito na Batalha de Castelo Rodrigo.

Foi seu berço o pequeno lugar de Sobralinho, freguesia de Alverca, concelho de Vila Franca de Xira.

Único filho de Henrique Jacques de Magalhães e de Violante de Vilhena, não se conhecendo a data certa do nascimento, mas considerando-se a mais provável aquela que indicamos.

O trisavô paterno, Pedro Jacques, bateu-se na Batalha do Toro ao lado de D.Afonso V, enquanto do lado materno descendia da aristocracia castelhana sendo trineto de Sancho de Tovar.

Casou duas vezes, ambas na ilha da Madeira com D. Luísa Freire de Andrade filha de Manuel Dias de Andrade, moço fidalgo e Administrador da Junta Geral do Comércio da referida ilha e de sua mulher, D. Brites da Silva e a segunda por falecimento da 1ª, com D. Maria Vicência de Vilhena, filha de António Correia de Baharem e de sua mulher D. Antónia de Vilhena, tendo havido geração de ambas.

No dia 1º de Dezembro de 1640 encontrava-se na América sob o domínio espanhol e quando teve conhecimento dos acontecimentos a decorrer em Portugal tentou com outros portugueses, entre os quais João Rodrigues de Vasconcelos e Sousa, 2.º conde de Castelo Melhor, apoderarem-se das galés espanholas carregadas de prata e fugirem para Portugal, mas foram descobertos e presos tendo sido condenados.

Passado algum tempo conseguiu evadir-se e chegar a Portugal e foi nomeado governador de Olivença lugar que ocupa até 1646.

Volta ao continente Americano, mas agora para o Brasil, em 1649, como almirante da esquadra que escoltou a primeira frota da Companhia Geral do Comércio do Brasil e que veio a ancorar em Pernambuco, onde prestou valioso auxílio a Francisco Barreto de Meneses que governava aquela capitania e na luta contra os holandeses.

Em 1653 regressa ao Brasil como capitão-general e em parceria com Francisco de Brito Freire, outro ribatejano natural de Coruche e com uma armada de 60 navios para se oporem e darem luta aos holandeses que pretendiam apoderar-se da colónia portuguesa.

Regressado novamente ao país, é nomeado em 1658 general de artilharia do exército do Alentejo e esteve na Batalha de Linhas de Elvas (14 de Janeiro de 1659), cuidando de tudo o que dizia respeito à artilharia.

Homem sempre disposto a ocupar o lugar que lhe destinavam pela sua versatilidade, foi nomeado em 1663 mestre de campo general da província da Beira. Havendo necessidade de socorrer a praça de Évora que estava em perigo a ela se dirige com os seus homens, gorando assim as intenções dos inimigos e estando na Batalha do Ameixial.

Na jornada e conquista de Alcântara fere-se numa perna o que lhe origina um defeito físico.

A sua acção mais notável, como já se referiu, teve lugar na Batalha de Castelo Rodrigo, onde derrotou, devido à energia e rapidez com que actuou , o poderoso exército do Duque de Ossuna que cercava Castelo Rodrigo defendido apenas por 150 soldados e esta praça era considerada a segurança da Província da Beira.

Tomou lugar nas Cortes convocadas para 1 de Janeiro de 1668 em que D. Afonso VI foi deposto do trono e o Infante D. Pedro jurado Príncipe herdeiro e depois reconhecido como rei D. Pedro II.

Foi este rei que em reconhecimento do todo o trabalho que prestou ao país e por carta de 6 de Fevereiro de 1671 o agraciou com o título de Visconde de Fonte Arcada. A 5 de Setembro de 1675 foi nomeado familiar do Santo Ofício.

Pedro Jacques de Magalhães foi fidalgo da casa real por sucessão a seus maiores, pertenceu ao conselho de P. Pedro II, conselheiro de Guerra, 1º Alcaide de Castelo Rodrigo, senhor do Paul e Quinta de Bordalete em Lagos, Capitão general da Armada Real.

Faleceu em 1688.
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Dicionário de História de Portugal, Dir. de Joel Serrão, Livraria /  Figueirinhas / Porto, Vol. IV, p 139.

Dicionário Corográfico de Portugal Continental e Insular de Américo Costa, Vol, VI, 1938, pp 853-54

Figuras Militares da Restauração, General Ferreira Martins, Lisboa. Revista Militar, 1940, Ano XCII, Dez., Nº 12, III Centenário da Restauração do Estado

História de Portugal, Joaquim Veríssimo Serrão, Vol. V, Editorial Verbo, 1982, p. 52

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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Leonardo Ribeiro de Almeida



De seu nome completo, Leonardo Eugénio Ramos Ribeiro de Almeida, nasceu em Santarém a 19 de Setembro de 1924.

Licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e é na sua terra natal que assenta a sai banca de advocacia. Mais tarde abre escritório em Lisboa.

Ribeiro de Almeida foi sempre uma figura conhecida da oposição ao “Estado Novo”

Após o 25 de Abril adere ao recente partido político (Partido Popular Democrático), mais tarde PPD/PSD, logo em Maio desse ano e é eleito por esse partido para a Assembleia Constituinte (1975) e depois deputado na Assembleia da República (1980) e se a memória não me falha o nome foi por ele proposto e aprovado continuando esse órgão do poder político assim designado.

Como ribatejano também não me esqueço da defesa que fez das touradas em Portugal.

Foi o 3º Presidente da Assembleia da República funções que exerce de 8 de Janeiro de 1980 a 21 de Outubro de 1981, funções que volta a desempenhar como 5º Presidente, ente 3 de Novembro de 1983 e 30 de Maio de 1983. Torna-se nesta altura Conselheiro de Estado.

Vem a exercer as funções de Ministro da Defesa Nacional entre Novembro de 1985 e Agosto de 1987, por isso no X Governo Constitucional presidido por Cavaco Silva, sucedendo no lugar a Rui Machete.

Entre as condecorações contam-se a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo (30.06.1982) a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (2.11.1993), Comendador da Ordem do Mérito Civil de Espanha (20 03 1989), Grande-Oficial da Ordem Nacional do Mérito de França (5 05 1990),Grã-Cruz da Ordem de Honra da Grécia (15 11 1990) e Grã-Cruz da Ordem da Liberdade de Portugal (2.11.1993).

A nível internacional, participou na Conferência dos Presidentes dos Parlamentos Europeus, em Madrid (1980) e representou o Parlamento Português na Conferência dos Parlamentos Latino-Americanos em Bogotá (1981). Como Presidente da Associação Portuguesa do Atlântico, participou, em 1982, no Sea-Link/82, nos Estados Unidos da América.

Faleceu em Lisboa a 18 de Janeiro de 2006 e foi sepultado no cemitério de Alpiarça.
A quando do seu falecimento Manuel Alegre classificou-o como «um dos homens que ajudou a construir a democracia» e «uma referência do PSD, sobretudo no Ribatejo».

Lembro-me perfeitamente do seu início da actividade causídica em Santarém quando eu era um adolescente.
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Correio do Ribatejo de 27 de Janeiro de 2006.

O Ribatejo de 26 de Janeiro de 2006.

Wikipédia, a enciclopédia livre.

Diariodigital.sapo.pt

www.parlamento,pt

www.tsf.pt


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Caria e Moura

Nasceu no Cartaxo aquele que foi professor da Universidade de Coimbra e que nela se doutorou em 26 de Abril de 1805, em Matemáticas, fazendo parte do seu quadro catedrático. Tinha-se licenciado em Filosofia em 16 de Julho de 1801.

Chamou-se António Honorato Caria e Moura e era filho de João Honorato Ribeiro de Moura.
Exerceu o lugar de Bibliotecário da mesma Universidade com nomeação interina de 7 de Maio de 1814, confirmada em 6 de Julho de 1815. Procedeu ao acondicionamento das obras mais valiosas e raras e  à aquisição de mais trabalhos de importância valorizando assim o seu recheio. Um dos adquiridos foi a bíblia hebraica, pergaminho do século XV obtido  na Holanda. Mereceu a sua atenção a catalogação das obras.
Foi o revisor das EPHEMERIDES , publicadas pelo Biblioteca, de que igualmente foi colaborador.
Por carta datada de 15 de Julho de 1834 (por isso já não reinando D. Miguel) é com mais quarenta colegas desligado dos serviços por causa das ideias políticas que professava mas acaba por ser reintegrado por decreto de 12 de Janeiro de 1837.
Foi Director do Observatório Astronómico (1837-38) e Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Coimbra (1842).
Escreveu várias MEMÓRIAS sobre assuntos de geometria, análise mecânica, uma Geometria Sintética, Tábuas para Abreviar o Cálculo das Ascensões Rectas e outras da área da sua especialidade.
Morreu a 16 de Novembro de 1843

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Dicionário Bibliográfico Português – Tomos I e VIII, Inocêncio Francisco da Silva

LELLO Universal – Dicionário Enciclopédico Luso-Brasileiro – Porto 1975

Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira – Vol. 18



domingo, 8 de dezembro de 2013

D. Frei Henrique de Távora


Também conhecido por D. Frei Henrique de Távora e Brito era filho de Fernão Cardoso e de D. Filipa de Brito e irmão mais velho de D. Frei Fernando de Távora, nascendo como seu irmão em Santarém.

Foi moço de câmara do Cardeal D. Henrique e professou como seu irmão no Convento de S. Domingos de Benfica. Quando era Prior do mesmo Frei Bartolomeu dos Mártires que acompanhou quando este foi nomeado Arcebispo-Primaz de Braga.

Sendo da sua inteira confiança, acompanhou-o por sua decisão igualmente ao Concílio de Trento onde se distinguiu pregando de um modo notável defendendo as ideias da reforma eclesiástica.

Ao regressar a Portugal é eleito Prior do Convento de Évora.

E nomeado Bispo de Cochim em 1576, substituindo o 1º D. Frei Jorge Temudo e em 29 de Janeiro do ano seguinte Arcebispo de Goa, sucedendo a Gaspar Jorge de Leão Pereira, funções que exerce até à data do seu falecimento ocorrido em 17 de Maio de 1581, em Chaul e quando fazia uma visita ao arcebispado, constando que teria sido envenenado.

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Portugal – Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Vol.VII, p. 52, transcrito por Manuel Amaral.

História Eclesiástica de Portugal, Publicações Europa-América, P. Miguel de Oliveira, 1994


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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

D. Frei Bernardino de Sena


Nasceu em Torres Novas a 26 de Maio de 1571, filho de Miguel Arnide, genovês corpulento que se bateu com ardor no Oriente em nome de Portugal e de D. Camila Gomes de Melo, que pertencia à nobreza de Lisboa.

Aos 15 anos ingressa no convento de S. Francisco de Lisboa, professando em 1587.

Faz estudos de latim, lógica, física e metafísica nos conventos de Sto. António de Ferrerim (Lamego), S. Francisco de Santarém e S. Francisco da Ponte (Coimbra) após os quais, em 1593 entra para o Colégio de São Boaventura (Coimbra) a fim de estudar teologia.

Quatro anos depois (1597) era presbítero em Lisboa.

Nessa altura tinha lugar o Capítulo Geral o que proporcionou a Frei Bernardino a defesa das conclusões finais de que se saiu airosamente, motivando o Padre Geral da Ordem, Frei Mateus de Burgos a nomeá-lo leitor em artes, indo exercer essas funções nos Conventos de Sta. Cristina, na Diocese de Coimbra e de Ferreirim, junto a Lamego.

Eleito provincial em 1617, seis anos depois e quando a Igreja era governada por Urbano VIII e Portugal por Filipe III, é nomeado geral da Ordem (Franciscanos).

Tinha entretanto rejeitado as mitras de S. Tomé, Ceuta e de Goa, onde tinha estado seu pai e avô.

É nomeado bispo de Viseu (41º) a 1 de Junho de 1629, recebendo a sagração a 13 de Julho de 1631, quando se encontrava em Madrid.

Dá entrada na sua diocese em 2 de Junho de 1632.

Entretanto o bispo-conde de Coimbra, D. João Manuel vai ocupar o lugar de  Arcebispo de Lisboa e Filipe III nomeia-o para o lugar que ficou vago. Quando a notícia chegou de Espanha já D. Frei Bernardino de Sena tinha falecido, o que aconteceu a 5 de Outubro de 1632. Ficou sepultado na Capel-.mor da Sé.

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Dicionário Corográfico de Portugal Continental e Insular, Américo Costa, Vol. XXII, 1949, pp 808/9

Os Franciscanos no Maranhão e Grão-Pará: missão e cultura na primeira metade… Maria Adelina Amorim.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Simão Machado


Poeta renascentista estudou humanidades, nasceu em Torres Novas em 1557 e teria sido baptizado na freguesia de S. Pedro.

Tomou o hábito de S. Francisco com o nome de Frei Boaventura Machado. Recolheu-se no Convento da sua Ordem em Barcelona onde veio a falecer.

Foi professor na faculdade de teologia da sua Ordem. Reputado teólogo e pregador sagrado.

Considerado discípulo de Gil Vicente é senhor de uma jocosidade natural.

É autor de duas comédias bilingues, uma de cunho heróico, a Comédia do Cerco de Diu, onde exalta os êxitos de Nuno da Cunha que derrotou o sultão Bodhuz.

A façanha já tinha sido tratada por Francisco de Andrade no poema épico O Primeiro Cerco de Diu.

A outra comédia tem por título Comédia da Pastora Alfea e é composta de duas partes, quase toda em quintilhas castelhanas de redondilha maior e os episódios, como o título indica, decorrem entre pastores e onde se aborda os encantamentos.

O comediógrafo que escreveu durante a dominação filipina escreveu principalmente em língua castelhana.

A 1ª Edição é de 1601, Lisboa; a 2ª e 3ª de 1631 e a 4ª de 1706, todas de Lisboa.

O Cerco de Diu tem uma edição crítica, com introdução e comentários de Paul Teyssier, Edizioni dell`Ateneo, Roma, 1969.

Faleceu em 1634.
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Boletim da Junta de Província do Ribatejo, 1937/40, p.644

História da Literatura Portuguesa, Joaquim Ferreira, Editorial Domingos Barreira, 4ª Edição, Porto.

História da Literatura Portuguesa, António José Saraiva e Óscar Lopes, Porto Editora, Limitada, 12ª Edição, Porto, 1955.





domingo, 1 de dezembro de 2013

Fernando de Távora



Nasceu em Santarém entre 1510 e 1520, filho de Fernão Cardoso e de D. Filipa de Brito.

Doutorou-se em Teologia pela Universidade de Coimbra, ingressando na Ordem Religiosa de S. Domingos, professando no Convento de S. Domingos de Benfica a 6 de Abril de 1555.

Foi o 5º Bispo do Funchal, confirmado por Pio V a 14 de Novembro de 1569.

D. Fernando de Távora nunca se deslocou à sua Diocese, pelo medo que lhe inspirava a travessia do oceano, segundo Frei Luís de Sousa ou por falta de vista, na opinião de Frutuoso.

Governou a Diocese através de vigários-gerais.

Os três primeiros bispos nunca se deslocaram à Diocese, o 4º é o primeiro a tomar posse do lugar no local.

Renunciou à mitra em 1573, tendo ido desempenhar as funções de esmoler (pessoa que tem o encargo de distribuir esmolas, suas ou oferecidas por outrem) de D. Sebastião. Mereceu muito a estima deste monarca e do seu tio, o Cardeal D. Henrique que o substituiu no trono.

Escreveu os Comentários ao Evangelho de S. João.

Foi hábil pintor e faleceu em Azeitão em 1577 sendo sepultado no Convento de S. Domingos em Lisboa, local onde deixou alguns quadros preciosos.

Foi irmão de Frei Henrique de Távora ou Frei Henrique de S. Jerónimo que foi bispo de Cochim (1576) e Arcebispo de Goa (1577).

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Dicionário Corográfico de Portugal Continental e Insular, Américo Costa, Vol. VI, 1938, p 1077.
História Eclesiástica de Portugal, P. Miguel de Oliveira, Publicações Europa-América, 1994.
Monumentos e Lendas de Santarém, Zepherino N. G. Brandão, Lisboa, 1883.
arquivohistoricomadeira.blogspot.com

pt.wikipedia.org

sábado, 30 de novembro de 2013

Caetano de Figueiredo


Nasceu na então Vila de Santarém a 24 de Março de 1699 sendo filho de Manuel Figueiredo Vaz e de Mariana da Costa.

Ainda adolescente entrou na Religião dos Clérigos Regulares e na Casa de N. S. da Divina Providência, tendo recebido a roupeta a 8 de Abril de 1720.

 Com 21 anos parte para a Índia e é na Casa de Goa que faz profissão solene a 22 de Setembro de 1721.

Durante 14 anos desenvolve a sua acção missionária com muito zelo.

D. Alberto Caetano de Figueiredo volta ao Reino em 1735 e devido às suas qualidades onde avulta a afabilidade é elevado ao lugar de Prepósito (antigo prelado de certas congregações religiosas) governando a Casa de N. Senhora da Divina Providência de Lisboa. Tomou posse em 18 de Junho de 1740, terminando o mandato em 1743. Volta a exercer o lugar a partir de 22 de Setembro de 1748 que termina em 5 de Junho de 1751. Retoma o lugar em 29 de Agosto de 1754 acabando por renunciá-lo e ser substituído em 21 de Junho de 1755 pelo P. D. José Caetano de Carvalho.

Era considerado um talentoso orador sagrado, tendo deixado a seguinte obra: Panegyrico Funebre nas Exequias de João de Souza Mexia, Cavalleiro professo da Ordem de Christo, Secretario da Junta da Sereníssima Casa de Bragança, e do Infantado, e Escrivão da Fazenda da mesma Casa, celebradas pela Mesa do Santíssimo Sacramento da Freguezia das Mercês, a 24 de Julho de 1738. Feito em Lisboa na Officina Sylviana da Academia Real, 1738.
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Biblioteca Lusitana, Diogo Barbosa Machado, 1759

Memórias históricas cronológicas da Sagrada Religião dos Clérigos..., Thomaz Caetano do Bem.


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Gil Guedes Correia de Queiroz


Nasceu na freguesia de S. Nicolau  de Santarém no dia 16 de Julho de 1795 o 1ºConde da Foz, título que lhe foi concedido em 30 de Setembro de 1862, tendo sido também 1º Barão por decreto de 21 de Outubro de 1843 e 1º Visconde por diploma de 15 de Setembro de 1855.

Era filho de Tristão Guedes Correia de Queirós Castelo Branco, capitão do regimento de cavalaria de Santarém e de Francisca Manuel Correia Barreto.

Herdou de seu pai todos os bens livres, de vínculos e de prazos, entre os quais o Morgadio de Momporcão, e as Herdades do Monte do Olival, de Murças e das Freiras, tudo no termo de Estemoz e igualmente Senhor da Herdade da Capela em Monforte.

Casou em 14 de Setembro de 1847 com D. Mariana Georgina Palha de Faria Lacerda, filha do Desembargador da Casa da Suplicação e proprietário, José Pereira Palha de Faria Guião, fidalgo da Casa Real.

Entrou no serviço militar em 10 de Outubro de 1812, por isso com 17 anos e já como alferes de cavalaria tomou parte na Guerra Peninsular. Acabada esta oferece-se para tomar parte na divisão destinada a Montevideu e já como tenente.

Tomou parte na luta que se travou no Rio da Prata em 1816 sendo elogiado em várias Ordens da divisão e promovido a capitão.

Regressa a Portugal e é colocado no Regimento de Cavalaria nº 2.

De ideias liberais combate as forças do Conde de Amarante em 1823.
Com a chegada do Infante D. Miguel sai de Lisboa indo reunir-se aos liberais na ilha Terceira, nos Açores.

Fez parte da expedição que desembarcou em 8 de Julho de 1832 nas praias do Mindelo e entrou no cerco do Porto onde se distinguiu.

Já como major foi ajudante de campo de D. Pedro e promovido a tenente-coronel.

Em 1834 é coronel e comanda o Regimento de Cavalaria nº 1. Após a Revolução de Setembro pede a exoneração do comando, retirando-se para a sua casa no Alentejo.

Em 1843 governava a forte Praça de Elvas, é graduado em brigadeiro e passa a ajudante de campo de D. Fernando II. Em 1851 promovido a Marechal de Campo, em 1860 a Tenente-General e em 1864 a General de Divisão.

Fidalgo da Casa Real foi agraciado com variadíssimas condecorações entre as quais a de Cavaleiro da Ordem da Torre e Espada e Grã-cruz da Ordem de Avis

Faleceu no Paço das Necessidades  em Lisboa, a 27 de Fevereiro de 1870.
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Santarém no Tempo, Virgílio Arruda, 1971.
Dicionário Corográfico de Portugal Continental e Insular, Américo Costa, Vol. VI, 1938 pp 958 e 959.
Boletim da Junta de Província do Ribatejo, 1937/40, p 560.


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Frei Pedro Arnaldo


Cavaleiro do Templo de que teria sido um dos oito fundadores da Ordem (1118) e seu 3º Mestre.

Na época da Reconquista, a sua memória ficou ligada à fundação da Igreja de Santa Maria de Alcáçova, em Santarém (1154).

Segundo uma pequena lápide que sobreviveu aos vários restauros daquele templo ao longo dos séculos, teria recebido essa incumbência de D. Hugo.

Ao longo dos anos, nos restauros têm aparecido restos do templo medieval.

D. Frei Pedro Arnaldo, Comendador de Santarém, após a conquista deste forte castelo aos mouros, a qual ajudou a obter, teria sido incumbido desta construção para comemorar o facto, o que realizou junto da Alcáçova.

Igreja de Sta. Maria de Alcáçova.
Des. de Braz Ruivo

Foi um excelente guerreiro tendo estado muito ligado a D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques.

Esteve como Cavaleiro Cruzado na Terra Santa ajudando a proteger os caminhos para Jerusalém.

D. Afonso Henriques concedeu-lhe privilégios em 1155 quando já era rei de Portugal.

Parece ter morrido em combate a 24 de Junho de 1158, no assédio às muralhas quando se pretendeu conquistar pela primeira vez aos mouros a forte praça de Alcácer do Sal.

Sucedeu-lhe com Mestre da Ordem do D. Gualdim Pais.

Foi sepultado na Igreja de Santa Maria de Alcáçova, em Santarém, que fundou.

Há quem lhe atribua, talvez com mais propriedade, que seja natural de Gondomar.

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Monumentos e Lendas de Santarém, Zepherino N. G. Brandão, David Corazzi, Editor, Lisboa, 1883.
Santarém no Tempo, Virgílio Arruda, 1971
pt.cyclopedia.net/wiki/Frei-Arnaldo-(templário)
blog.thomar.org/2007/04/mestres-da-ordem-do-templo.html
templariosportugueses.blogspot.pt/2010_03_01_archive.html
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