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segunda-feira, 3 de março de 2014

Carlos Machado


Santarém foi sempre terra de gente ligada às artes onde se inclui, naturalmente, a música,

Carlos Maria Machado nasceu em Santarém em 1814.

Na sua terra cursou os primeiros estudos para vir a seguir a carreira eclesiástica que acabou por abandonar no período da Guerra Civil.

Além de compositor musical dedicou-se e era um bom organista, funções que esteve exercendo durante algum tempo na vila de Coruche, onde desempenhou as funções de organista na igreja Matiz que tinha na altura uma colegiada.

Escreveu música religiosa e alguns trechos para piano de que se imprimiram dois: Valsa Brilhante e uma Mazurca.

Regressou a Santarém onde veio a falecer a 26 de Outubro de 1865.

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Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Vol. 15 p. 757.

domingo, 2 de março de 2014

Silva Gameiro (Barão)


Aires Coelho da Silva Gameiro nasceu em Santarém em 17 de Dezembro de 1808 e faleceu em S. Paulo, Brasil, a 3 de Julho de 1876.

O título de Barão de Silva Gameiro veio-lhe a ser concedido pouco tempo antes de falecer, mais concretamente em 1874, carta de título de 20 de Agosto, por Decreto de D. Luís I, ficando registada no Livro Geral de Mercês, liv. 2, f. 309.

Castelo de Santarém
Casou um pouco tardiamente (1857) com D. Luísa Eufrásia Quartin , viúva de António de Paiva Azevedo que igualmente faleceu em S. Paulo em 1883, filha do tenente-coronel do exército brasileiro António Maria Quartin.

Foi Presidente da Instituição Beneficência de S. Paulo entre (1859 – 1862).

Foi único Barão de Silva Gameiro, até porque não deixou descendência.

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Nobreza de Portugal, Vol III, 1961, p. 387.


Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Vol 28, p. 867.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

António Augusto Antunes


Nasceu em Santarém em 18 de Setembro de 1891 este escalabitano, engenheiro agrónomo que obteve o curso no Instituto Superior de Agronomia.

Quando era alferes miliciano foi condecorado pelo Presidente da República com a Ordem de Comendador da Classe de Mérito Agrícola (27 de Janeiro a 25 de Agosto de 1932).

Foi oficial de artilharia e esteve na 1ª Guerra Mundial, vindo a ser agraciado com
 as Medalhas da Vitória e da Campanha da Flandres e Fourragere.

Foi professor técnico da Escola de Agricultura de Santarém (1920), Chefe da delegação de Santarém da Bolsa Agrícola (1925), Chefe da Brigada Técnica do Ribatejo (1937 – 1944), Inspector Fitopedagógico da Repartição dos Serviços Fitopedagógicos (1937).

 
Vindima ao modo antigo.

Por outro lado, foi Director da Escola Viti-Vinícola do Centro Litoral (1932), nomeado
para a Comissão Internacional Permanente de viticultura e enologia (1932), Delegado Técnico do Ministro da Agricultura à Conferência Internacional do Vinho em Barcelona (1929), para a Comissão Permanente Internacional de Viticultura e Enologia  em 1932, Delegado Técnico do Ministério da Agricultura à Conferência Internacional do Vinho, em Paris, em 1932 , representante de Portugal no Congresso Internacional do Vinho em Bordéus, 1928 , no II Congresso Internacional do Vinho em Barcelona , em 1929 e no V Congresso Internacional da Vinha e do Vinho (1938).

Publicou numerosas obras sobre assuntos agrícolas, entre os quais “O que É  e o Que Devia Ser a Olivicultura e a Oleicultura  Estremenha (1923), ”Técnica Moderna dos Vinhos e Azeites” de colaboração com o engenheiro agrónomo Mário Matos (1926), “Notas sobre o Congresso da Vinha e do Vinho sobre o Super-Quatre em Portugal” (1930); “Em Defesa do Vinho”, premiado pelo Office Internacional du Vin; “O Comércio da marca do Vinho Estremadura (1933); “Curso Prático da Vinificação – Fabrico do Vinho” (1933); “Ribatejo Agrícola” (1934); “Ribatejo Vinícola” (1946) e”Notas sobre o Ribatejo e seu Calendário Agrícola”.

Produziu, igualmente, muitos artigos de ordem técnica que espalhou por vários periódicos, revistas e livros de que é exemplo “O Ribatejo Agrícola” publicado no Boletim da Junta Geral do Distrito de Santarém.

Faleceu na sua terra natal a 19 de Maio de 1960.
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Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Vol. 38, p. 439.

Arquivo Histórico da Presidência da República.

Boletim da Junta Geral do Distrito de Santarém, Ano III, nº 37 a 42, 1933.


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Alfredo Augusto Holtreman




O 1º Visconde de Alvalade chamava-se Alfredo Augusto das Neves Holtreman e nasceu em Santarém no dia 6 de Abril de 1837, tendo sido agraciado com o título em 22 de Julho de 1898 pelo Rei D. Carlos.

Era filho de António Maria Ribeiro da Costa Holtreman e de Libânia Augusta das Neves e Melo.

Bacharelou-se em Direito na Universidade de Coimbra e fixou-se em Lisboa numa das quintas da família no Lumiar, tornou-se um advogado de grande prestígio na capital.

Casou em 1859 com D. Julieta Natalina Luísa Guerin, de quem teve duas filhas. uma delas foi mãe de Jose´Alfredo Holtreman Roquete (vulgo José Alvalade) que veio a ser o impulsionador da fundação do Sporting Clube de Portugal.

Alfredo Holtreman fomentava o convívio dos netos com outros rapazes da mesma idade na sua luxuosa mansão.

O neto José lembrou-se de fundar um grande clube e para tal não esqueceu o avô a quem solicitou o seu auxílio (1904). Cedeu-lhe 200 mil réis em dinheiro e disponibilizou terrenos (local onde se encontra o Estádio José Alvalade) da sua quinta para a construção de instalações indispensáveis ao seu desenvolvimento.

Em 1906 era classificado como Presidente Honorário do Clube.

É assim que nasce o grande Clube que é o Sporting Clube de Portugal e é ele próprio que redige os 1ºs Estatutos do Clube. Como seu protector, é eleito o 1º Presidente do Clube, funções que cessa em 1910, passando então a presidir à Assembleia-Gera, o que acontece até 1917.

Em 1910, com a Implantação da República, veio a esmorecer um pouco o seu interesse pelo Clube, até porque acompanhou o exílio da Família Real para Londres.

Em 1912 é sócio de Honra.

Faleceu a 7 de Julho de 1920, depois do neto, o que muito o desgostou e o fez afastar do Clube.
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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.




Nobreza de Portugal e do Brasil", Direcção de Afonso Eduardo Martins Zúquete, Editorial Enciclopédia, 2.ª Edição, Lisboa, 1989, Volume Segundo, p. 265

http://wikisporting.wikidot.com/alfredo-augusto-das-neves-holtreman


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Manuel dos Reis Tavares

Ermida de Sto. Estêvão
Nasceu em Santarém em 1590. Médico, Poeta, compositor musical e escritor.

Escreveu: Controversiae Philosophicae, et Nedicae ex- doctrina de febribus, Lisboa, 1667; De duobos magnis Artis Medicae auxiliis tractactus duplex, in quo difficilioris questiones circa  sanguinismisionem, etc, Lisboa, 1671.

O primeiro referido foi classificado no catálogo de bons autores.

Entre outros trabalhos que deixou manuscritos contam-se  uma obra sobre Cirurgia Especulativa  e um livro de Matemática.

Compôs uns Psalmos a várias vozes e uma Ladainha a Nossa Senhora.

Parece que compôs uma poesia com as letras dispostas de tal maneira que se liam conforme o lado considerado em português, castelhano e italiano.

Segundo Luís Matoso “Chegado o anno de 1663 havendo já passados 397 desde o de 1266, em que o Santíssimo Milagre soccedeo, sem nelles haver quem tomasse por impreza converter hum lugar exposto a ser violado com irreverências, em Sagrado Templo, para nelle se tributar a Deos adorações, vivia nesta Villa o Licenciado Manoel dos Reis Tavares, graduado em Medicina, inflamado no amor de Deos, e na devoção do Santíssimo Milagre, fundou nos ditos pardieyros, com sua mulher Margarida Cezar de Almeyda, huma notável Ermida em memoria do mesmo Milagre Santíssimo, para o que fez huma justificação em que se produzio mais de 15 testemunhas das pessoas principais desta Villa, e da freguesia de Santo Estêvão, que depuzeram ser aquelle o mesmo lugar, em que Deos obrara o Santíssimo Milagre, pello ouvirem dizer sempre a seus pays, e avós e que estes o tinham já ouvido dizer a seus antepassados, e ser tradução constante; e algumas testemunhas juraram que hindo às mesmas cazas algumas vezes vizitar huma Maria Penteada, que as possuía e nellas habitava, sentiam hum cheyro tão suavíssimo, que parecia couza do Ceo.”

A obra veio a ser acabada e debaixo do altar jazem sepultados os seus fundadores.

Existe nele uma inscrição nos seguintes termos: “ Desta casa, onde Deos fez o Santíssimo Milagre anno de 1266 fizeram igreja o Licenciado Manoel dos Reys Tavares,e Margarida Cezar de Almeyda, sua molher e a dotaram, e jazem debayxo do Altar della.”

Manuel dos Reis Tavares morreu em Santarém em 25 de Novembro de 1686,
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Santarém Ilustrada, Luís Montês Matoso (1738) (Transcrição e texto introdutório de Martinho Vicente Rodrigues), Junta de Freguesia de Marvila, 2011
Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Vol 30, p 817
Santarém no Tempo, Virgílio Arruda, 1971, p 534

domingo, 19 de janeiro de 2014

Pedro Augusto de Azevedo



Bibliotecário Arquivista e Historiador.

De seu nome completo Pedro Augusto de S. Bartolomeu de Azevedo nasceu a Santarém em 24 de Agosto de 1869, sendo filho do professor do ensino Secundário Ventura Faria de Azevedo.

Depois dos estudos secundários entra aos 19 anos como praticante de amanuense na Inspecção de Bibliotecas e Arquivos. Tira, entretanto, o Curso Superior de Bibliotecário Arquivista, de que foi o primeiro diplomado em Portugal.

Entra no Arquivo Nacional da Torre do Tombo como amanuense-paleógrafo e dedica-se à profissão como um verdadeiro sacerdócio, estudando e investigando.

Em 1894 era primeiro-oficial, em 1900 bibliotecário arquivista e em 1902 Conservador altura  em que é  nomeado professor de paleografia do Curso de Arquivistas.

É considerado dos mais notáveis investigadores históricos portugueses e com raras aptidões para a paleografia e diplomática.

Como investigador da sua época teria sido só suplantado, segundo os críticos, por João Pedro Ribeiro e Alexandre Herculano.

Entra no Arquivo Nacional da Torre do Tombo como amanuense paleógrafo e dedica-se à profissão como um verdadeiro sacerdócio, estudando e investigando.

Em 1894 era primeiro-oficial, em 1900 a bibliotecário arquivista e em 1902, Conservador, altura em que é nomeado professor de paleografia do Curso de Arquivistas.

Em 1918 passa a servir na Biblioteca Nacional e em 1927 assumiu o lugar de Director interino.

Pedro Augusto de Azevedo deixou os seus trabalhos espalhados por muitos lados, principalmente como colaborador do Archivo Histórico Portuguez, dirigido por Anselmo Braamcamp Freire, constituído por 11 volumes.

Igualmente, prestou o seu contributo à Revista Lusitana, no Archeólogo Portuguez, nos Anais das Bibliotecas e Arquivos Nacionais, na Revista de História e na Revista Lisitana, além de outras colaborações.

A nível de documentos publicados ou em colaboração a lista é extensa.

Assim, entre outros, temos: Documentos das Chancelarias Reais anteriores a 1531, relativos a Marrocos, Lisboa, Academia das Ciências, 1º Tomo 1915, 2 em 1934; Registos Paroquiais de Lisboa; Registos da Freguesia de Santa Cruz do Castelo desde 1536 até 1628, Lisboa, Academia das Ciências, 1913 (em colaboração); Registos Paroquiais da Sé de Tânger, Lisboa, Academia das Ciências, 1922 (em colaboração); Capítulos do concelho de Elvas apresentados em Cortes, Elvas, 1914; Documentos relativos  ao Descobrimento e Colonização do Brasil, durante o século XVI, existentes em Arquivos Portugueses, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1928; Livro dos Bens de D. João de Portel, separata do Arquivo Histórico Português, Lisboa 1907 e O Processo dos Távoras, Lisboa, Biblioteca Nacional, 1921.

Muitíssimos mais trabalhos deixou, hoje procurados pelos novos investigadores.

Como especialista que era nas matérias, deixou importantes estudos sobre paleografia, diplomática, arquivologia e biblioteconomia.

Faleceu em Lisboa a 3 de Março de 1928 e o seu nome faz parte da toponímia da capital, e não o conheço na terra onde nasceu que parece tê-lo ignorado.

Nos trabalhos em que se referem Santarenos Ilustres ou em Destaque, não me lembro de o ver referido, pelo menos nos que conheço apesar de serem considerados os mais desenvolvidos na temática.

Será que Pedro Augusto de Azevedo não merece ter uma rua com o seu nome na cidade onde nasceu?

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Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Vol. III, pp 927 e 928

Enciclopédia Verbo Século XXI, Vol. 3, pp 1250, 1251

Dicionário de História de Portugal (Dir. de Joel Serrão), Vol. I, Livraria Figueirinhas / Porto


sábado, 18 de janeiro de 2014

Areosa Feio


Eduardo Rodrigues Areosa Feio teria nascido em Santarém a 13 de Dezembro de 1890. 
Fez parte das organizações académicas que ajudaram à Implantação da República em Portugal em 1910.

Depois de cursar a Escola Militar é promovido a alferes de Artilharia em 1 de Novembro de 1914. Faz então parte da Bateria de Artilharia Expedicionária para Angola, incorporado na coluna comandada pelo General Pereira de Eça, tendo-se distinguido nos combates de Mongua, no Sul de Angola.

Regressado a Portugal e já como major, é nomeado para servir na missão de Artilharia que parte para França em Dezembro de 1916, por isso, para tomar parte no conflito da Guerra Mundial.

Condecoração Inglesa
Na Flandres, comanda com brilho o 4º Grupo da Bateria de Artilharia que se encontrava sobre o Rio Escalda, por isso, em posições avançadas quando se dá o armistício.

O seu demonstrado valor militar em campanha é recompensado com a condecoração da Ordem de Torre e Espada, Cruz de Guerra.

Por sua parte, os ingleses atribuem-lhe a “Military Cross”, medalha criada em 1915 pelo Rei de Inglaterra Jorge V.

Encontrando-se já no país, em 1919 é nomeado professor efectivo do Colégio Milita,r mas em Junho de 1924 é destacado para Timor, onde exerce com grande eficiência as funções de chefe de Estado Maior, secretário e encarregado do governo, isto até Março de 1927.

Já novamente no país é reformado compulsivamente pela portaria de 20 de Maio de 1935 juntamente com outros militares democratas, lista encabeçada pelo General José Norton de Matos.

Apesar dos esforços desenvolvidos tanto nos trabalhos em papel como na Internet, não nos foi possível confirmar a naturalidade de Santarém e saber o ano em que faleceu.
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Santarém no Tempo, Virgílio Arruda, 1971, p.517

Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Vol III, p. 178.





                                            

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Augusto Costa (Costinha)


De seu nome completo, Ernestino Augusto Costa, ficou conhecido no mundo artístico por Costinha.

Nasceu em Santarém a 24 de Fevereiro de 1891 e faleceu a 25de Janeiro de 1976, por isso, com 85 anos de idade.

Frequentou uma escola elementar de comércio que concluiu. No Conservatório de Lisboa, fez exames rudimentares e o 1º ano de violino.

O teatro chamava-o e como profissional estriou-se na revista Quadros Vivos em 23 de Março de 1913.

As suas qualidades de artista invulgar evidenciaram-se rapidamente e aparece como imprescindível nos quadros de revista, conquistando plateias. Faz parte, como figura de destaque, nas revistas Milho-Rei, Anima-te Zé, Burro emPé, Bisbilhoteira, Velha Rabugenta, A Boneca, Solar dos Barrigas, Sinos de Corneville, Lavadeira, O Homem da Rádio e Chuva de Mulheres, sendo um actor cómico muito popular e estimado.

Iniciou a sua vida de actor cinematográfico em 1930 no filme Lisboa, Crónica Anedótica. Seguiram-se: A Severa (1931), As Pupilas do Senhor Reitor (1935), O Trevo de Quatro Folhas (1936), A Rosa do Adro (1938), Varanda dos Rouxinóis (1939), João Ratão (1940), Lobos da Serra (1942), Cais do Sodré (1946), Camões (1946), Um Homem do Ribatejo (1946), Vizinhos de Rés-do-Chão (1947), Uma Vida Para Dois (1948), Sol e Toiros (1949), A Morgadinha dos Canaviais (1949), Cantiga da Rua, Madragoa (1952), Rosa de Alfama (1953), O Costa d’África (1954), O Noivo das Caldas (1956), Perdeu-se um Marido (1957), Dois Dias no Paraíso (1957), O Homem do Dia  (1958), e Costureirinha da Sé (1959).

Entrou assim na grande maioria dos filmes em Portugal, ou melhor dizendo, na época de ouro do cinema português.

Figura importante no teatro de revista, tendo alcançado assinalados sucessos, como em Abril em Portugal (1956) em que contracenou com Elvira Velez e Raul Solnado e igualmente em Não faças ondas, desta vez, ao lado de João Vilaret e Milú.

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Enciclopédia Verbo Século XXI, Vol. 3, p. 1250

Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Vol. VIII, p. 863
 www.infopedia.pt/$costinha-(actor)

www.mensagensvirtuais.xpg.com.br/aniversariantes/Costinha

pauloborges.bloguepessoal.com/404083/COSTINHA-UM-POPULAR-ACTOR/


pt.wikipedia.org/wiki/Costinha_(ator_portugu%C3%AAs)

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Nuno Beja


Nuno Morais Beja nasceu em Santarém em 10 de Fevereiro de 1890, possivelmente, quando seu pai, António Augusto de Matos Sarmento Beja, casado com D. Inês Amélia de Morais, aqui exerceu funções de chefia como funcionário de Fazenda.

Veio a casar em Águeda com D. Maria Antónia da Silva Pinto.

A família de Nuno Beja não tem raízes em Santarém mas sim no Norte do país.

Seguiu a carreira militar e foi promovido a capitão do exército em 1941.

Homem muito dedicado às letras, leccionou na Escola Central de Sargentos, em Águeda, durante muitos anos.

Livros, articulista abordando vários temas, nomeadamente sobre literatura e história, foi colaborador de variadíssimos jornais regionais e nacionais, tal como revistas, não só em Portugal como no estrangeiro.

Desde 1920 que presta assídua colaboração aos jornais da sua região natal e de outras, pois como estudioso e culto tinha sempre assuntos de grande interesse para abordar.

Era sócio correspondente do Centro de Estudos Literários da Universidade de Guiaquil (Equador) e sócio correspondente da Associação de Intercâmbio Cultural de Guiratinga (Brasil).

Na cidade de Coimbra, foi sócio fundador da Associação dos Jornalistas e membro da Sociedade de Defesa e Propaganda e foi o promotor da homenagem prestada à memória do poeta, Manuel da Silva Gaio, em 1938. A ele se juntaram Antero de Figueiredo, Eugénio de Castro e outros.

Foi, igualmente, brilhante conferencista, ficando na memória a conferência que realizou em 27 de Setembro de 1953, no aniversário da Batalha do Buçaco sobre as guerras napoleónicas em Portugal.

Na sua bibliografia contam-se:
Palavras Simples, 1922; Esboço de Uma Bibliografia Portuguesa da Grande Guerra, 1922; Nas asas da glória, 1922; Nove de Abril, 1925; Bolívar (em português, com versão castelhana do Dr. José de La Quadra, Razão da Semana Militar, 1935; Coimbra da Poesia e da Lenda, 1937; A Língua, Vínculo Eterno, 1942; Património Intelectual, 1953; Evocação de Bolívar, 1959.

Traduziu alguns autores da América Central para português.

Deu conferências do Norte a Sul do país, principalmente nas grandes cidades.

A nível de imprensa regional, colaborou no Correio do Ribatejo de Santarém, Vida Ribatejana de Vila Franca de Xira, Notícias do Cartaxo do Cartaxo, Chamusca Nova da Chamusca, O Debate de Santarém, A Gazeta do Ribatejo, Ribatejo Ilustrado e O Rio-maiorense de Rio Maior.

Fora do Ribatejo,deu a sua valiosa ajuda a O Arrifanense de Arrifana da Feira, O Castanheirense de Castanheira de Pêra, Voz de Coimbra de Coimbra, Correio da Beira e Bola de Neve da Guarda, O Figueirense, da Figueira da Foz, entre outros.

Em jornais diários, entre outros, colaborou no Diário da Manhã, República, Diário de Lisboa e Diário de Coimbra.

Vários jornais do estrangeiro mereceram a sua valiosa colaboração e entre as revistas portuguesas e estrangeiras não se pode esquecer a Revista Militar.

O Capitão Nuno Beja faleceu em 1966.
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Santarém no Tempo, Virgílio Arruda, 1971.


"Capitão Nuno Beja", Vida Ribatejana, Joaquim Veríssimo Serrão, número especial de 1960, p. 153-154.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Pedro Oom


Pedro dos Santos Oom do Vale nasceu em Santarém a 24 de Junho de 1926, mas aos 2 anos acompanha a família que vai para Setúbal onde se manteve até aos 11, idade em que vai para Lisboa.

Poderá dizer-se que Pedro Oom é um scalabitano quase por acidente, pois os seus pais, possivelmente, teriam passado por esta cidade devido à profissão de seu pai.

O interesse do pai para o seu ingresso no Colégio Militar frustrou-se, pelo que admito que teria uma carreira militar e daí a passagem esporádica por Santarém.

A vocação do jovem não estava virada para essa actividade e acaba por ingressar na Escola de Artes Decorativas António Arroio onde conhece entre outros, Júlio Pomar, Vespeira, Mário Cesariny e Cruzeiro Seixas.

Inicialmente aderiu ao neo-realismo, mas na década de 40 encontrava-se na corrente surrealista.

Foi o mentor teórico do Abjeccionismo e o autor do manifesto redigido em 1949.

Falecendo o pai, aos 24 anos ingressa nos quadros do Instituto Nacional de Estatística, afastando-se de toda a actividade artística e literária ligada ao surrealismo.

Em substituição desta actividade, dedica-se com entusiasmo ao xadrez onde se distinguiu.

Em 1962 cessa funções no INE mas dois anos depois ingressa no Ministério da Educação onde se dedicou a estudos de estatística sobre o ensino.

Enquanto uns afirmam que faleceu num restaurante no dia 26 de Abril de 1974, quando comemorava os acontecimentos do dia anterior com alguns amigos próximos, José Jorge Letria dá-o como falecido no dia 30, vítima de ataque cardíaco no aeroporto da Portela no regresso do exílio em Paris de José Mário Branco, Luís Cília e Álvaro Cunhal.

Só em 1980 a sua obra literária (poética e panfletária) alicerçada no surrealismo, dispersa por jornais e revistas, foi reunida e publicada em dois volumes (Actuação Escrita).

Pedro Oom que tinha conhecimento das reuniões preparatórias do golpe militar do 25 de Abril, tinha projectado com outros camaradas viver numa comuna e serem auto-suficientes, chegando a visitar terrenos no Ribatejo. O utópico projecto morreu com ele.

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N.B. Tenho encontrado com muita frequência na bibliografia temática a indicação de naturais de Santarém, o que muitas vezes verifico não ser verdade, uns de tempos recuados que não posso confirmar e outros de tempos relativamente recentes que tiveram o seu nascimento noutras terras. Possuo um grupo relativamente numeroso que ainda não consegui identificar onde nasceram.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

José Duarte Coelho


José Duarte Coelho nasceu na Rua do Mel, na Ribeira de Santarém, freguesia de Santa Iria do concelho de Santarém no dia 27 de Dezembro de 1890. Era filho de um proprietário agrícola e daí ter ingressado na Escola de Regentes Agrícolas, curso que não concluiu.

Como a Ribeira de Santarém esteve sempre ligada, aos Caminhos de Ferro, desde a existência destes, talvez por isso, tivesse ingressado nos quadro da Companhia (1909) e já casado é colocado em 1911, no Entroncamento, passando a viver na Rua 5 de Outubro.
Desempenha, então, a função de Chefe de Escritório da 3ª Secção de Via e Obras.

A zona onde se deu o entroncamento ferroviário era desabitada, como na altura convinha, mas aquela posição chave ferroviária obrigou à colocação de pessoal da Companhia para as mais variadas tarefas, pelo que houve necessidade de alojar os funcionários e as suas famílias, desenvolvendo-se, por isso, a construção.

Acontece que a zona estava dividida por dois concelhos, Torres Novas, através da freguesia de Santiago e Vila Nova da Barquinha por intermédia da freguesia de Santa Maria da Atalaia.

Tinha, entretanto, surgido o 28 de Maio de 1926, movimento político militar que tinha instalado a ditadura em Portugal e Duarte Coelho logo a ele se liga, sendo possivelmente uma das razões, já que de outra maneira não seria possível a emancipação da aldeia que se tinha criada e continuava em pleno desenvolvimento. Esta adesão podia também estar relacionada com alguns conhecimentos que tinha de infância de algumas figuras que iam pontificando no “Movimento”.

Três meses depois, usando os seus bons ofícios, consegue a publicação do Decreto nº 12192, de 25 de Agosto, que criava a freguesia do Entroncamento que ficava, como convinha, a pertencer ao concelho de Vila Nova da Barquinha, libertando-se assim da “poderosa” Torres Novas.

Exerceu as funções de Presidente da Junta de Freguesia mais de duas décadas e era notório que o objectivo seguinte, muito mais difícil de realizar, era a mudança da sede de concelho para a já Vila (1932) do Entroncamento ou em alternativa a constituição de um novo concelho, o que vem a acontecer em 24 de Novembro de 1945.

José Duarte Coelho não aceita ser o primeiro presidente da Câmara. Indicando para o cargo Jacinto Marques Agostinho e só quando este se afastou devido a doença, vem a ocupar o lugar em 1947 mantendo-o até 1959.

Foi Inspector-chefe das Oficinas de Creosotagem dos Caminhos de Ferro Portugueses.

Esteve na fundação da Casa dos Pobres (1943), da Comissão Municipal de Assistência (1945) dos Bombeiros Voluntários (1952), do Grupo de Escuteiros (1957) e da Santa Casa da Misericórdia (1959).

Presidiu à Comissão Concelhia da União Nacional e da A.N.P. desde a criação destes organismos políticos.

Administrativamente, além das presidências da Junta de Freguesia e da Câmara do Entroncamento, foi vogal da Junta Distrital de Santarém desde 1960.

Foi agraciado como Oficial da Ordem de Cristo e com a medalha de ouro do concelho do Entroncamento, de que é cidadão honorário.

Faleceu no Hospital do Entroncamento em 15 de Janeiro de 1976.
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Santarém no Tempo, Virgílio Arruda, 1971

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

“O Entroncamento importante Vila Ribatejana sede de um progressivo concelho”, Vida Ribatejana, Nº Especial de 1964,Dir. Ed. e Prop. de Faustino Nunes Dias, Vila Franca de Xira, p 179.

“O Entroncamento progride vertiginosamente” Vida Ribatejana, Nº Especial de 1965,Dir. Ed. e Prop. de Faustino Nunes Dias, Vila Franca de Xira, p 184.




quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Magalhães Mota



Joaquim Jorge de Magalhães Saraiva da Mota nasceu na freguesia de S. Salvador da cidade de Santarém a 17 de Novembro de 1935 era filho de Eloi do Nascimento Saraiva da Mota e de D. Miquelina Augusta Flores de Magalhães, distinguiu-se na política e na advocacia.

Faz a licenciatura na cidade de Lisboa e durante o curso é dirigente nacional da Juventude, Católica, JUC sendo o coordenador redactorial do Boletim de Informação Pastora. Foi colaborador de Encontro, órgão da Juventude Universitária Católica (1956) e editor de Quadrante, órgão da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa (1958).

Foi chefe de Gabinete do Secretário de Estado da Indústria no Governo de Marcelo Caetano.

É deputado da Nação na X Legislatura do “Estado Novo” (Março 1969 / Setembro 1971) pelo Círculo de Santarém, fazendo parte da Ala Liberal onde se encontravam entre outros, Pinto Leite, Sá Carneiro e Pinto Balsemão (Dezembro de 1969-1973) e subscreve o projecto de revisão constitucional da Ala Liberal (16 de Setembro de 1970).

Foi fundador e Presidente do Conselho Coordenador da SEDES (Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (1970).

Depois do 25 de Abril, mais precisamente em 6 de Maio de 1974, juntamente com Sá Carneiro e Pinto Balsemão funda o PPD (Partido Popular Democrático) mais tarde PPD/PSD (Partido Social Democrata).

Organiza, entretanto, o Encontro dos Liberais, congresso que pretendia demonstrar a existência de uma terceira via entre o regime e a oposição democrática (Julho de 1973).

Participa nas reuniões para a formação do I Governo Provisório desempenhando as funções de Ministro da Administração Interna, de que é 1º Ministro Adelino da Palma Carlos.

É Ministro sem pasta no II, III e IV Governos Provisórios e no VI do Comércio Interno.

Assume o lugar de Secretário Geral do PSD até Janeiro de 1978.

Assina o acordo de revisão do Pacto MFA-Partidos, em nome do PPD (26.09.1976).

Em 1979 por divergência de estratégias com Sá Carneiro, abandona o Partido e a partir de 1980 é deputado pela ASDI (Associação Social Democrata Independente) que funda (1979), tendo já sido deputado à Assembleia Constituinte e à da República.

Defendia com outros militantes do PSD uma linha política de centro esquerda, rejeitando o liberalismo capitalista e o estalinismo colectivista.

Foi eleito deputado pelo PRD nas Eleições Legislativas de 1987.

Manifesta o seu apoio à candidatura de Jorge Sampaio a Presidente da República.

Faleceu no Hospital da Luz em Lisboa a 26 de Setembro de 2007. O féretro saiu da Basílica da Estrela para o cemitério do Alto de São João, em Lisboa.


Publicou:
A Colonização Interna e o Emparcelamento na Evolução do Direito Agrário Português, Braga, 1966.

A Quota de Indivíduo em regime de Comunhão de Bens, em Sociedade por Quotas em que o Pacto Consagra Cláusula de Intransmissibilidade, Braga, 1970.

Colonização Interna e Emparcelamento, Braga, 1972.

Encontro de Reflexão Política, Lisboa, 1973, em co-autoria com Tomás de Oliveira Dias e José da Silva.

Indemnização por expropriação, Braga, 1976.

Grandes Opções do Plano 2000: Parecer do Conselho Económico e Social, Lisboa, 2000, em co-autoria.

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“Nascido em Santarém em 1935 – Faleceu Magalhães Mota”, Correio do Ribatejo de 29.9.2007.

“Morreu Magalhães Mota um dos Fundadores do PSD”O Ribatejo, 28.09.2007.

“Magalhães Mota era Ribatejano”O Ribatejo “de 4.10.2007, Armando Fernandes.

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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Manuel Nunes Freire da Rocha



 Manuel Nunes Freire da Rocha nasceu a 28 de Setembro de 1806 na freguesia de Sto. Estêvão, da cidade de Santarém, sendo filho de Manuel Nunes Gaspar Rocha, Capitão-Mor de Santarém e de D. Rita Mariana Giralda Freire.

Foi aluno do Colégio Militar, fidalgo cavaleiro da Casa Real, Cavaleiro Professo na Ordem de Cristo, Conselheiro de Sua Majestade, deputado em várias legislaturas e Governador-geral do distrito de Santarém

Casou em 28 de Outubro de 1835 com D. Luísa Maria Joana Braamcamp de Almeida Castelo Branco 1ª filha de Anselmo José Braamcamp (*) , de quem teve três filhos, sendo o mais novo historiador, genealogista, arqueólogo e político, Anselmo Braamcamp Freire.

Tendo sucedido na Casa de seu pai, era 3º Senhor do paço de Lameiras, proprietário de várias terras no Pombalinho, como a Quinta do Outeiro, Mouchão da Velha, Quinta da Melhorada, Fonte Santa, Tapada do Secretariado e Mouchão do Inglês, além de outros.

A rainha D. Maria II concedeu-lhe o título de Barão de Almeirim por decreto de 23 de Setembro de 1837, numa altura em que seu sogro desempenhava funções importantes no governo do país.

Foi provedor da Santa Casa da Misericórdia de Santarém desde 1855 até ao seu falecimento.

Falecendo o 1º Barão de Almeirim em 16 de Julho de 1859, a viúva, D. Luísa Maria Joana Braamcamp de Almeida Castelo Branco, casa em segundas núpcias com o Barão do Pombalinho, António Augusto Vasques da Cunha Portocarreiro.

Em 1868 o filho mais novo, Anselmo Braamcamp Freire regressa a Santarém, já casado e vai viver para o Palácio que seu avô, Manuel Nunes Gaspar tinha comprado em 1798 na Rua da Amargura (actual Braamcamp Freire) e onde se encontra instalada desde 1926 a Biblioteca Municipal, visto ter sido legada por lestamente para esse fim, assim como a sua valiosa biblioteca e o recheio.

O Arquivo da Casa do Barão de Almeirim encontra-se no Instituto de Ciências Sociais e abrange o período entre 1794 e 1959.

(*) Braamcamp é família de origem holandesa.

Biblioteca Municipal de Santarém

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Resenha das famílias titulares do Reino de Portugal acompanhada de notícias... Por José Carlos Feo Cardozo de Castello Branco e Torres e outro.

Wikipédia, a enciclopédia livre.


Santarém – Raízes e Memórias . Páginas da minha agenda – Efemérides, José Campos Braz, 2000.

Santa Casa da Misericórdia de Santarém – Cinco Séculos de História, Martinho Vicente Rodrigues, 2004.

“Património Monumental de Santarém”, coord. de Jorge Custódio, 1996.


domingo, 15 de dezembro de 2013

Joaquim Augusto Burlamaqui Marecos



 Joaquim Augusto Burlamaqui Marecos foi 1º Barão e 1º Visconde de Fonte Boa, títulos concedidos por D. Maria II por Decreto de 11 de Fevereiro de 1840 e de 8 de Setembro de 1845, respectivamente.

Nasceu a 21 de Agosto de 1805, suponho que em Santarém, falecendo a 25 de Abril de 1857. Era filho de Francisco de Paula Pais Marecos e de D. Mariana Henriqueta Burlamaqui.

O seu avô materno, Carlos César Burlamaqui era cavaleiro da Ordem de Cristo, capitão de infantaria da Legião e governador de Piauhi, no Brasil.

Casou duas vezes, só havendo geração do segundo casamento realizado com D. Henriqueta Portela São Romão Botelho da Cunha Rebelo, de onde nasceu a 2ª Viscondessa, D.. Maria Vitória Burlamaqui da Cunha Rebelo Marecos.

Era genro de António Botelho da Cunha, fidalgo da Casa Real, coronel do extinto Regimento de Milícias de Santarém e proprietário no distrito.

Fidalgo da Casa Real e deputado, proprietário abastado no distrito de Santarém.

Foi proprietário do antigo solar dos Saldanhas que vieram a vender à Misericórdia de Santarém e onde, segundo penso, ainda se encontra instalado o Asilo, ali em actividade desde 1 de Janeiro de 1874.

Em 1834 presidia à Câmara Municipal de Santarém, tendo por vereadores Joaquim da Silva Gameiro, João Maurício de Carvalho e António Montez e apresenta à Rainha D. Maria II em nome da população, as condolências pela morte de seu pai, D. Pedro IV. Volta a exercer as mesmas funções em 1839.

Foi Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Santarém  de 1835 a 1837.

Desempenhou, igualmente, as altas funções de Governador Civil de Santarém em 1844/46 e em 1851.
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História Genealógica da Casa Real Portuguesa, Vol XV (Complemento) Coordenação Manuela Mendonça, 2007.

Registo Geral de Mercês, D.Maria II, liv.18, fl.13.

Dicionário Corográfico de Portugal Continental e Insular, Américo Costa, Vol VI, 1938, p 861.

História e Monumentos de Santarém, Zeferino Sarmento, 1993, p 297.

Santarém – Raízes e Memórias – Páginas da minha agenda – Efemérides, José Campos Braz, 2000.

Santa Casa da Misericórdia de Santarém – Cinco séculos de História, 2004.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Leonardo Ribeiro de Almeida



De seu nome completo, Leonardo Eugénio Ramos Ribeiro de Almeida, nasceu em Santarém a 19 de Setembro de 1924.

Licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e é na sua terra natal que assenta a sai banca de advocacia. Mais tarde abre escritório em Lisboa.

Ribeiro de Almeida foi sempre uma figura conhecida da oposição ao “Estado Novo”

Após o 25 de Abril adere ao recente partido político (Partido Popular Democrático), mais tarde PPD/PSD, logo em Maio desse ano e é eleito por esse partido para a Assembleia Constituinte (1975) e depois deputado na Assembleia da República (1980) e se a memória não me falha o nome foi por ele proposto e aprovado continuando esse órgão do poder político assim designado.

Como ribatejano também não me esqueço da defesa que fez das touradas em Portugal.

Foi o 3º Presidente da Assembleia da República funções que exerce de 8 de Janeiro de 1980 a 21 de Outubro de 1981, funções que volta a desempenhar como 5º Presidente, ente 3 de Novembro de 1983 e 30 de Maio de 1983. Torna-se nesta altura Conselheiro de Estado.

Vem a exercer as funções de Ministro da Defesa Nacional entre Novembro de 1985 e Agosto de 1987, por isso no X Governo Constitucional presidido por Cavaco Silva, sucedendo no lugar a Rui Machete.

Entre as condecorações contam-se a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo (30.06.1982) a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (2.11.1993), Comendador da Ordem do Mérito Civil de Espanha (20 03 1989), Grande-Oficial da Ordem Nacional do Mérito de França (5 05 1990),Grã-Cruz da Ordem de Honra da Grécia (15 11 1990) e Grã-Cruz da Ordem da Liberdade de Portugal (2.11.1993).

A nível internacional, participou na Conferência dos Presidentes dos Parlamentos Europeus, em Madrid (1980) e representou o Parlamento Português na Conferência dos Parlamentos Latino-Americanos em Bogotá (1981). Como Presidente da Associação Portuguesa do Atlântico, participou, em 1982, no Sea-Link/82, nos Estados Unidos da América.

Faleceu em Lisboa a 18 de Janeiro de 2006 e foi sepultado no cemitério de Alpiarça.
A quando do seu falecimento Manuel Alegre classificou-o como «um dos homens que ajudou a construir a democracia» e «uma referência do PSD, sobretudo no Ribatejo».

Lembro-me perfeitamente do seu início da actividade causídica em Santarém quando eu era um adolescente.
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Correio do Ribatejo de 27 de Janeiro de 2006.

O Ribatejo de 26 de Janeiro de 2006.

Wikipédia, a enciclopédia livre.

Diariodigital.sapo.pt

www.parlamento,pt

www.tsf.pt


domingo, 8 de dezembro de 2013

D. Frei Henrique de Távora


Também conhecido por D. Frei Henrique de Távora e Brito era filho de Fernão Cardoso e de D. Filipa de Brito e irmão mais velho de D. Frei Fernando de Távora, nascendo como seu irmão em Santarém.

Foi moço de câmara do Cardeal D. Henrique e professou como seu irmão no Convento de S. Domingos de Benfica. Quando era Prior do mesmo Frei Bartolomeu dos Mártires que acompanhou quando este foi nomeado Arcebispo-Primaz de Braga.

Sendo da sua inteira confiança, acompanhou-o por sua decisão igualmente ao Concílio de Trento onde se distinguiu pregando de um modo notável defendendo as ideias da reforma eclesiástica.

Ao regressar a Portugal é eleito Prior do Convento de Évora.

E nomeado Bispo de Cochim em 1576, substituindo o 1º D. Frei Jorge Temudo e em 29 de Janeiro do ano seguinte Arcebispo de Goa, sucedendo a Gaspar Jorge de Leão Pereira, funções que exerce até à data do seu falecimento ocorrido em 17 de Maio de 1581, em Chaul e quando fazia uma visita ao arcebispado, constando que teria sido envenenado.

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Portugal – Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Vol.VII, p. 52, transcrito por Manuel Amaral.

História Eclesiástica de Portugal, Publicações Europa-América, P. Miguel de Oliveira, 1994


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domingo, 1 de dezembro de 2013

Fernando de Távora



Nasceu em Santarém entre 1510 e 1520, filho de Fernão Cardoso e de D. Filipa de Brito.

Doutorou-se em Teologia pela Universidade de Coimbra, ingressando na Ordem Religiosa de S. Domingos, professando no Convento de S. Domingos de Benfica a 6 de Abril de 1555.

Foi o 5º Bispo do Funchal, confirmado por Pio V a 14 de Novembro de 1569.

D. Fernando de Távora nunca se deslocou à sua Diocese, pelo medo que lhe inspirava a travessia do oceano, segundo Frei Luís de Sousa ou por falta de vista, na opinião de Frutuoso.

Governou a Diocese através de vigários-gerais.

Os três primeiros bispos nunca se deslocaram à Diocese, o 4º é o primeiro a tomar posse do lugar no local.

Renunciou à mitra em 1573, tendo ido desempenhar as funções de esmoler (pessoa que tem o encargo de distribuir esmolas, suas ou oferecidas por outrem) de D. Sebastião. Mereceu muito a estima deste monarca e do seu tio, o Cardeal D. Henrique que o substituiu no trono.

Escreveu os Comentários ao Evangelho de S. João.

Foi hábil pintor e faleceu em Azeitão em 1577 sendo sepultado no Convento de S. Domingos em Lisboa, local onde deixou alguns quadros preciosos.

Foi irmão de Frei Henrique de Távora ou Frei Henrique de S. Jerónimo que foi bispo de Cochim (1576) e Arcebispo de Goa (1577).

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Dicionário Corográfico de Portugal Continental e Insular, Américo Costa, Vol. VI, 1938, p 1077.
História Eclesiástica de Portugal, P. Miguel de Oliveira, Publicações Europa-América, 1994.
Monumentos e Lendas de Santarém, Zepherino N. G. Brandão, Lisboa, 1883.
arquivohistoricomadeira.blogspot.com

pt.wikipedia.org

sábado, 30 de novembro de 2013

Caetano de Figueiredo


Nasceu na então Vila de Santarém a 24 de Março de 1699 sendo filho de Manuel Figueiredo Vaz e de Mariana da Costa.

Ainda adolescente entrou na Religião dos Clérigos Regulares e na Casa de N. S. da Divina Providência, tendo recebido a roupeta a 8 de Abril de 1720.

 Com 21 anos parte para a Índia e é na Casa de Goa que faz profissão solene a 22 de Setembro de 1721.

Durante 14 anos desenvolve a sua acção missionária com muito zelo.

D. Alberto Caetano de Figueiredo volta ao Reino em 1735 e devido às suas qualidades onde avulta a afabilidade é elevado ao lugar de Prepósito (antigo prelado de certas congregações religiosas) governando a Casa de N. Senhora da Divina Providência de Lisboa. Tomou posse em 18 de Junho de 1740, terminando o mandato em 1743. Volta a exercer o lugar a partir de 22 de Setembro de 1748 que termina em 5 de Junho de 1751. Retoma o lugar em 29 de Agosto de 1754 acabando por renunciá-lo e ser substituído em 21 de Junho de 1755 pelo P. D. José Caetano de Carvalho.

Era considerado um talentoso orador sagrado, tendo deixado a seguinte obra: Panegyrico Funebre nas Exequias de João de Souza Mexia, Cavalleiro professo da Ordem de Christo, Secretario da Junta da Sereníssima Casa de Bragança, e do Infantado, e Escrivão da Fazenda da mesma Casa, celebradas pela Mesa do Santíssimo Sacramento da Freguezia das Mercês, a 24 de Julho de 1738. Feito em Lisboa na Officina Sylviana da Academia Real, 1738.
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Biblioteca Lusitana, Diogo Barbosa Machado, 1759

Memórias históricas cronológicas da Sagrada Religião dos Clérigos..., Thomaz Caetano do Bem.


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Gil Guedes Correia de Queiroz


Nasceu na freguesia de S. Nicolau  de Santarém no dia 16 de Julho de 1795 o 1ºConde da Foz, título que lhe foi concedido em 30 de Setembro de 1862, tendo sido também 1º Barão por decreto de 21 de Outubro de 1843 e 1º Visconde por diploma de 15 de Setembro de 1855.

Era filho de Tristão Guedes Correia de Queirós Castelo Branco, capitão do regimento de cavalaria de Santarém e de Francisca Manuel Correia Barreto.

Herdou de seu pai todos os bens livres, de vínculos e de prazos, entre os quais o Morgadio de Momporcão, e as Herdades do Monte do Olival, de Murças e das Freiras, tudo no termo de Estemoz e igualmente Senhor da Herdade da Capela em Monforte.

Casou em 14 de Setembro de 1847 com D. Mariana Georgina Palha de Faria Lacerda, filha do Desembargador da Casa da Suplicação e proprietário, José Pereira Palha de Faria Guião, fidalgo da Casa Real.

Entrou no serviço militar em 10 de Outubro de 1812, por isso com 17 anos e já como alferes de cavalaria tomou parte na Guerra Peninsular. Acabada esta oferece-se para tomar parte na divisão destinada a Montevideu e já como tenente.

Tomou parte na luta que se travou no Rio da Prata em 1816 sendo elogiado em várias Ordens da divisão e promovido a capitão.

Regressa a Portugal e é colocado no Regimento de Cavalaria nº 2.

De ideias liberais combate as forças do Conde de Amarante em 1823.
Com a chegada do Infante D. Miguel sai de Lisboa indo reunir-se aos liberais na ilha Terceira, nos Açores.

Fez parte da expedição que desembarcou em 8 de Julho de 1832 nas praias do Mindelo e entrou no cerco do Porto onde se distinguiu.

Já como major foi ajudante de campo de D. Pedro e promovido a tenente-coronel.

Em 1834 é coronel e comanda o Regimento de Cavalaria nº 1. Após a Revolução de Setembro pede a exoneração do comando, retirando-se para a sua casa no Alentejo.

Em 1843 governava a forte Praça de Elvas, é graduado em brigadeiro e passa a ajudante de campo de D. Fernando II. Em 1851 promovido a Marechal de Campo, em 1860 a Tenente-General e em 1864 a General de Divisão.

Fidalgo da Casa Real foi agraciado com variadíssimas condecorações entre as quais a de Cavaleiro da Ordem da Torre e Espada e Grã-cruz da Ordem de Avis

Faleceu no Paço das Necessidades  em Lisboa, a 27 de Fevereiro de 1870.
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Santarém no Tempo, Virgílio Arruda, 1971.
Dicionário Corográfico de Portugal Continental e Insular, Américo Costa, Vol. VI, 1938 pp 958 e 959.
Boletim da Junta de Província do Ribatejo, 1937/40, p 560.


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Frei Pedro Arnaldo


Cavaleiro do Templo de que teria sido um dos oito fundadores da Ordem (1118) e seu 3º Mestre.

Na época da Reconquista, a sua memória ficou ligada à fundação da Igreja de Santa Maria de Alcáçova, em Santarém (1154).

Segundo uma pequena lápide que sobreviveu aos vários restauros daquele templo ao longo dos séculos, teria recebido essa incumbência de D. Hugo.

Ao longo dos anos, nos restauros têm aparecido restos do templo medieval.

D. Frei Pedro Arnaldo, Comendador de Santarém, após a conquista deste forte castelo aos mouros, a qual ajudou a obter, teria sido incumbido desta construção para comemorar o facto, o que realizou junto da Alcáçova.

Igreja de Sta. Maria de Alcáçova.
Des. de Braz Ruivo

Foi um excelente guerreiro tendo estado muito ligado a D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques.

Esteve como Cavaleiro Cruzado na Terra Santa ajudando a proteger os caminhos para Jerusalém.

D. Afonso Henriques concedeu-lhe privilégios em 1155 quando já era rei de Portugal.

Parece ter morrido em combate a 24 de Junho de 1158, no assédio às muralhas quando se pretendeu conquistar pela primeira vez aos mouros a forte praça de Alcácer do Sal.

Sucedeu-lhe com Mestre da Ordem do D. Gualdim Pais.

Foi sepultado na Igreja de Santa Maria de Alcáçova, em Santarém, que fundou.

Há quem lhe atribua, talvez com mais propriedade, que seja natural de Gondomar.

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Monumentos e Lendas de Santarém, Zepherino N. G. Brandão, David Corazzi, Editor, Lisboa, 1883.
Santarém no Tempo, Virgílio Arruda, 1971
pt.cyclopedia.net/wiki/Frei-Arnaldo-(templário)
blog.thomar.org/2007/04/mestres-da-ordem-do-templo.html
templariosportugueses.blogspot.pt/2010_03_01_archive.html
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